Simão Sessim faz homenagem ao líder Sul-Africano Nelson Mandela

O deputado Simão Sessim (PP-RJ), segundo secretário da Câmara dos Deputados, aproveitou o dia de homenagens a Nelson Mandela em Johanesbugo para manifestar no plenário da Câmara voto de pesar pela morte do líder Sul-africano. “Confesso, me emocionou sobremaneira as homenagens prestadas nesta terça-feira, em Johanesburgo, ao líder Sul-Africano, por cerca de 80 mil pessoas, incluindo as 91 autoridades mundiais. Foi sem dúvida alguma, mais um grandioso momento de justiça, ao homem que liderou ao lado de seu povo a derrota do famigerado Apartheid, que, foi a forma mais elaborada e cruel de desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos,” disse Sessim.

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O deputado disse que testemunhou as perversidades do Apartheid diante de cenas desumanas, quando visitou Pretória e a Cidade do Cabo durante viagem oficial a África do Sul, representando a Câmara dos Deputados. “Já se vislumbrava, àquela época, momentos de esperança, de mudanças no País. Mas nos deparamos com a intolerância racial de branco contra negros, um cenário degradante de segregação racial, de exclusão dos negros, impedidos, que estavam, de usar transporte coletivo ou assumir seus próprios negócios como empreendedores, pequenos que fossem”, relatou.

Para Simão Sessim não resta a menor dúvida que Nelson Mandela, deixa para o mundo o maior legado que se tem notícia em favor da igualdade de direitos entre os homens. “Nem mesmo os 27 anos de cárcere impediram o líder negro Nelson Mandela de tornar-se símbolo maior da luta contra o preconceito e também o líder que guiou a África do Sul, de uma ditadura segregacionista para uma democracia multirracial”, concluiu o deputado.

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Segue discurso na íntegra:

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, eu não poderia deixar de vir à tribuna desta Casa para manifestar de público, do fundo do meu coração, o voto de pesar ao povo Sul-Africano, que neste momento chora a morte do maior símbolo mundial da luta pela igualdade racial, também vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o grande estadista e ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela.

Confesso, Senhor Presidente, me emocionou sobremaneira as homenagens prestadas nesta terça-feira, em Johanesburgo, ao líder Sul-Africano, por cerca de 80 mil pessoas, incluindo as 91 autoridades mundiais. Foi sem dúvida alguma mais um grandioso momento de justiça, com transmissão da TV para o mundo inteiro, ao homem que liderou ao lado de seu povo a derrota do o famigerado Apartheid, que, como bem discursou a Presidente Dilma, foi a forma mais elaborada e cruel de desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos.

Eu testemunhei, pessoalmente, Senhor Presidente, as perversidades do Apartheid diante de cenas degradantes, por que não dizer, desumanas, quando visitei Pretória e a Cidade do Cabo, durante minha rápida passagem, em missão oficial desta Casa, pela a África do Sul.

Já se vislumbrava, àquela época, momentos de esperança, de mudanças no País. Mas nos deparamos com a intolerância racial de branco contra negros, um cenário degradante de segregação racial, de exclusão dos negros, impedidos, que estavam, de usar transporte coletivo ou assumir seus próprios negócios como empreendedores, pequenos que fossem.

Em Soweto, subúrbio negro de Johanesburgo – cenário de um dos mais sangrentos episódios de rebelião negra, para protestar contra a inferioridade das escolas negras na África do Sul -, pude conhecer a antiga casa de Nelson Mandela, na rua Vilakazi, centro de resistência do Apartheid e onde o maior líder de todos os Sul-Africanos viveu durante décadas.

Tive ainda a honra e o privilégio de conhecer pessoalmente outro grande líder, Desmond Tutu, primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo, Primaz da Igreja Anglicana da África do Sul, também consagrado, como Mandela, com o Prêmio Nobel da Paz, por sua luta contra o Apartheid.

Não resta a menor dúvida, Senhor Presidente, Nelson Mandela, símbolo maior de uma época de lutas, deixa para todos nós o maior legado que se tem notícia no mundo em favor da igualdade de direitos entre os homens.

Nem mesmo os 27 anos de cárcere impediram o líder negro Nelson Mandela de tornar-se símbolo maior da luta contra o preconceito e também o líder que guiou a África do Sul, de uma ditadura segregacionista para uma democracia multirracial.

Repetindo a Presidente Dilma Rousseff, que falou para o mundo inteiro, em nome do continente Sul-Americano, a perda de Mandela mexe profundamente com o sentimento do povo brasileiro, que traz com orgulho o sangue africano nas veias, que chora e celebra o exemplo do líder que faz parte do panteão da humanidade.

Até porque, Senhor Presidente e nobres deputados, o povo negro brasileiro sofre também na própria pele, de alguma maneira, o ranço velado do racismo. As estatísticas oficiais da desigualdade mostram muito bem este lado perverso que ainda discrimina o negro em nosso País, no acesso à Saúde, à Educação e ao mercado de trabalho, entre outros segmentos da sociedade brasileira.

E foi por conta de uma causa tão nobre e revolucionária que Mandela tornou-se figura inspiradora a construir um dos mais belos e interessantes capítulos da história do Século XX.

Mandela, Senhor Presidente e nobres Deputados, será de fato lembrado, como bem frisou uma importante revista de circulação nacional, não apenas pelo grande estadista que foi para o seu povo e para o mundo. É importante lembrar também, que sua histórica trajetória de vida, marcada que foi por força de vontade e senso de justiça, o transformou também em um ícone universal da luta pela tolerância e contra a desigualdade.

Descanse em paz, Mandela, e que Deus ilumine sua alma.

Muito obrigado!

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