Planos de saúde adotam novas medidas para pacientes portadores de câncer

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, venho à tribuna desta Casa do Povo felicitar a Presidente Dilma Roussef e o Senhor Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pela elogiável iniciativa do Governo Federal, que acaba de estabelecer uma série de novas medidas beneficiando usuários de planos de saúde que lutam, infelizmente, contra o câncer.

São, ao todo, Senhor Presidente, 87 novos procedimentos, que passam a vigorar, já a partir de janeiro de 2014, para beneficiários de planos individuais e coletivos, incluídos 37 medicamentos orais para tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer, além de 50 novos exames, consultas e cirurgias.

Vejam os senhores, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar, agora, para o paciente com câncer, medicamentos para tumores de maior incidência na população, como estômago, fígado, intestino, rim, testículo, mama, útero e ovário.

Não resta a menor dúvida, Senhor Presidente, que o tratamento, em casa, proporciona, certamente, maior conforto ao paciente, reduzindo os casos de internações em clínicas ou hospitais.

Todos nós sabemos, também, Senhor Presidente, que o câncer é um grupo de doenças com morbidade e mortalidade elevadas. No Brasil é a terceira maior causa de morte. E as previsões não são nada alentadoras, se levarmos em consideração a expectativa do aumento da doença para os próximos 30 anos, estimada em torno de 20%.

E o quadro se agrava ainda mais com a falta de acesso da população brasileira às informações e a carência de recursos na área da Saúde Pública, fato que também ajuda a retardar os diagnósticos. E todos nós sabemos que cuidar de um ente querido com neoplasia vem se tornando triste realidade para muitas famílias. E mais: o diagnóstico de uma enfermidade de tamanha gravidade afeta tanto o doente quanto a sua família, impondo mudanças radicais em suas vidas.

Como bem frisou o Ministro Padilha, a iniciativa do Governo Federal possibilita ao povo brasileiro um tipo de cobertura inédita no País, que é exatamente o procedimento de assistência farmacêutica fora do hospital, o que, até então, não era obrigatório para os planos de saúde.

O novo tipo de tratamento deverá beneficiar cerca de 43 milhões de beneficiários de planos de assistência médica e outros 18,7 milhões de planos exclusivamente odontológicos.

São iniciativas com esta, que acaba de ser anunciada pelo Ministério da Saúde, que nos deixam bastante esperançosos e otimistas quanto às perspectivas de um melhor tratamento a ser dispensado ao povo brasileiro nos momentos de aflição, angustia e dor.

Muito obrigado, Senhor Presidente!
Pronunciamento do deputado Simão Sessim na tribuna (23/10/2013)

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