Homenagem ao Dia dos Professores.

Homenagem ao Dia dos Professores.

Homenagem ao Dia dos Professores. (Gustavo Lima/Acervo Câmara dos Deputados)

Homenagem ao Dia dos Professores. (Gustavo Lima/Acervo Câmara dos Deputados)

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, a minha presença na tribuna desta Casa do Povo é para prestar minhas homenagens ao Magistério brasileiro, neste 15 de outubro, data dedicada ao Dia do Professor.

Hoje é um dia muito especial, que exige de toda a Nação uma grande reflexão sobre o tratamento que a sociedade brasileira, sobretudo os nossos governantes, vêm dedicando a esta gloriosa, mas também sofrida categoria.

Afinal, Senhor Presidente, são os nossos Mestres, os nossos Professores, os nossos Educadores, os responsáveis por transformar as informações em conhecimento e em consciência crítica para formar cidadãos sensíveis, que almejem um mundo mais justo, produtivo e saudável para todos os brasileiros.

No entanto, Senhor Presidente e nobres Deputados, para a nossa tristeza e decepção, temos que amargar, exatamente neste dia de hoje, uma verdade nada animadora:

Uma pesquisa, recém-divulgada pela Fundação Varkey Gems, sediada nos Emirados Árabes, mostra que o Brasil, na verdade, não tem muitos motivos para festejar o Dia Mundial do Professor, já celebrado neste último sábado em mais de cem nações, pelo mundo afora.

Vejam os senhores, o nosso País ficou com o segundo pior lugar de um ranking que avalia a forma como a população enxerga a profissão do professor. Os pesquisadores fizeram perguntas como:

“Você encorajaria seu filho para se tornar professor?”. “Você acredita que a remuneração dos professores é justa?” e “Quanto você acredita que os alunos respeitam o professor?”.

As respostas dos brasileiros, Senhor Presidente, deixaram o País acima apenas de Israel, num ranking de 21 nações. E o lugar onde o professor tem o melhor status é a China. O índice mostra que a China, a Coréia do Sul, Turquia, Egito e Grécia respeitam mais os seus mestres do que qualquer país europeu ou anglo-saxão.

Para comparar o status do professor na percepção popular de cada país, a pesquisa levou em consideração dados abstratos como o prestígio do Magistério em relação a outras carreiras, como agente social e médico, e dados concretos, como salário médio da categoria nos diferentes países.

No Brasil, menos de 20% das pessoas entrevistadas disseram que, possivelmente ou seguramente encorajariam os seus filhos a se tornarem professor. Em contrapartida, mais de 45% dos pesquisados possivelmente ou seguramente não encorajariam seus filhos a se tornarem professor.

Pior ainda: quando questionados se os alunos respeitam os pedagogos, cerca de 65% dos brasileiros disseram que não. E enquanto brasileiros comparam o trabalho dos professores ao de bibliotecários, os chineses comparam seus pedagogos a médicos.

Isto é muito lamentável, Senhor Presidente!

A pesquisa também descobriu que, ao contrário do Brasil, nos países que mais respeitam o professor, muitos pais ainda hoje encorajam os filhos a seguir essa carreira

‘Nos resta como consolo, alguns dados da pesquisas, dando conta de que os brasileiros _ pelo menos isso _, apoiam salários mais altos do que os atuais para os educadores. Segundo ainda a pesquisa, 88%, dos entrevistados acreditam que os docentes deveriam ser remunerados de acordo com o desempenho dos seus alunos.

Por isso, apresentei o Projeto de Lei nº 6.409 /2013 que regulamenta o Fundo de Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação – FUNDEB para instituir programa de incentivo aos professores visando a melhoria da qualidade de ensino com objetivo de incentivar os docentes em atingir metas de melhoria do ensino que levaram em consideração, no mínimo, a evasão, a repetência e a proficiência em língua portuguesa e matemática. Com isso teriam uma gratificação pelo atingimento das metas de qualidade fixadas, correspondendo no mínimo a 50% do piso salarial do magistério.

De qualquer forma, o Dia do Professor mexe muito com a minha sensibilidade. Até porque, Senhor Presidente e nobres Deputados, tenho a honra de carregar no meu modesto curriculum esta valiosa profissão que marcou a minha própria vida, permitindo-me professar os princípios que sempre nortearam a vocação de Educador, pronto que sempre estive para transmitir ensinamentos em busca, não apenas da formação cultural, mas, sobretudo, do caráter que determina a conduta e a concepção moral de um cidadão.

O magistério, atividade tão mal compreendida por alguns, subestimada e desvalorizada por outros, ao longo do tempo me deu, Graças a Deus, os alicerces que permitiram erguer com segurança as vigas que ainda sustentam, até os dias de hoje, os nossos sonhos de ver um dia, em breve, o professor sendo respeitado e realmente valorizado pela sociedade brasileira.

Entendemos, Senhor presidente, que cabe ao professor a missão de ensinar a paz, a esperança e a solidariedade em defesa do saber e da consolidação de uma sociedade mais justa e menos desigual, para o bem de todos e felicidade geral desta Nação.

A todos os professores, a minha manifestação de carinho, ternura e amor. Certamente, não haverei de esquecê-los todos os dias, em minhas orações, suplicando a Deus que dê sabedoria o suficiente aos nossos governantes para que apaguem do quadro negro da Educação a triste lição da indiferença, da omissão e da injustiça, que deve ser abominada e reprovada por todos nós, alunos da esperança e da fé que depositamos em busca de dias melhores para o magistério brasileiro.

Muito obrigado!

Pronunciamento do deputado Simão Sessim na tribuna (15/10/2013)

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