Foto: Lúcio Bernardo JR / Câmara dos Deputados

Decisão do CRA-RJ permite emitir registros provisórios para formandos da Gama Filho e UniverCidade

“Uma medida arrojada e de inegável coragem que merece o nosso aplauso e o nosso reconhecimento”. Foi desta forma que o deputado Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da Câmara dos Deputados, interpretou a decisão do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro, que permitiu, por meio de uma resolução, que sejam concedidos aos estudantes das universidades Gama Filho e UniverCidade registros provisórios.

Os estudantes de administração precisam comprovar aproveitamento escolar e participação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Os primeiros registros foram entregues na semana passada.

“A decisão do CRA-RJ nos mostra que é possível, com a boa vontade de todos os envolvidos, o que inclui os conselhos de classe, solucionar problema”, avaliou o deputado.

Os estudantes com registros provisórios têm dois anos para regularizar situação com registro definitivo.

O segundo-secretário discursou no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (13/02), e fez um balanço sobre as medidas adotadas pelo governo para resolver o problema depois do descredenciamento das universidades Gama Filho e UniverCIDADE, uma vez que vários alunos não tiveram como concluir seus cursos. Alguns foram aceitos em outras faculdades, mas outros ainda estão sem destino. Muitos, inclusive, já estavam na fase final da graduação.

“O MEC divulgou a decisão de facilitar a transferência dos alunos que preencham os requisitos de adesão ao Programa Prouni, ou seja, quem tinha uma bolsa própria da Gama Filho ou da UniverCidade poderá se candidatar ao ProUni para continuar os seus estudos”, relatou o deputado que admitiu que é preciso fazer mais.

Sessim cobrou mais eficiência do governo como órgão fiscalizador das instituições de ensino. “Minha grande preocupação é encontrar uma forma de evitar a repetição de surpresas desagradáveis que chegam à sociedade brasileira, surpresas semelhantes às provocadas pelos administradores da Gama Filho e da UniverCidade. Para evitá-las, é necessário que o Estado brasileiro reavalie o seu papel de agente fiscalizador da atividade privada e concedida”, concluiu o parlamentar.

Comentário

Leave a comment

%d blogueiros gostam disto: