Pronunciamento

Dia do Professor

(Discurso realizado no dia 11/10/2016).

– Senhor Presidente, Senhoras e Senhores deputados, permitam-me iniciar minha breve manifestação, nesta tribuna, lembrando o fabulista grego Esopo, para quem ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.

Continue reading

Hoje é um dia especial no mundo todo.

Abro o meu pronunciamento de hoje sobre o Dia Internacional da Mulher com as palavras proferidas pelo Papa Francisco no ano passado, por ocasião da mesma comemoração . Disse o Sumo Pontífice:

“Um mundo no qual as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril, porque as mulheres não só dão a vida (…), mas têm a capacidade de entender o mundo com outros olhos e de sentir as coisas com coração mais criativo, mais paciente e mais dócil”.

Com as palavras do Santo Padre, eu poderia me dar por satisfeito e encerrar o meu discurso de homenagem às mulheres. As palavras do Papa sintetizam todo o significado da presença da mulher no mundo. Mas, quero materializar o pronunciamento do Papa na vida das mulheres mães, que na minha Baixada Fluminense, lutam todos os dias para oferecer aos seus filhos, oportunidades de uma vida próspera e digna.

São mães com corações dóceis, mas criativos, que encontram motivos para a felicidade e prosperidade dos seus filhos no meio das dificuldades, por maiores que elas sejam. São mães que têm a capacidade de olhar o mundo com olhos diferentes, os olhos da esperança, os olhos da fé. Não uma fé passiva, inerte, que simplesmente, espera que dias melhores aconteçam. Mas, uma fé ativa, dinâmica, que não mede o tamanho dos desafios da vida para agir em favor dos seus filhos e da comunidade onde vivem.

Essas mulheres, na Baixada Fluminense, uma região com imensas dificuldades e desigualdades deveriam ser o fundamento de todas as políticas públicas, especialmente, quando o País está em crise.

Afinal, elas têm o poder da multiplicação. Cada real que recebem pelo trabalho que realizam, elas multiplicam milagrosamente, para cuidar dos filhos, muitas vezes até mesmo dos maridos vitimados pelo desemprego, o mais cruel resultado das crises econômicas.

Hoje, dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, eu cumprimento as mães, esposas, avôs, as chefes de família, que é um grupo cada vez mais numeroso no Brasil. E materializo as minhas homenagens na minha neta, a maravilhosa Sophia.

Desejo que Deus a todas proteja e oriente.

Muito obrigado.

Pílula do Câncer é tema de Comissão Geral na Câmara dos Deputados

thumb-pilula-do-cancer-e-tema-de-comissao-geral-na-camara-dos-deputados

Da esquerda para a direita: Antônio Navarro, Diretor Superintendente do Hospital Amaral Carvalho; Éderson Mattos, Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Amaral Carvalho; Leandre, deputada federal; Arthur Maia, deputado federal; Angélica Rodrigues, Coordenadora dos Departamentos de Prevenção e Pesquisa em Oncologia e Membro do Conselho Consultivo da Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas Gerais – ACCCOM; e Simão Sessim, deputado federal.

A Câmara dos Deputados substituiu a Sessão Plenária manhã de terça-feira por uma Comissão Geral, que é convocada para as situações e temas de importância maior para a sociedade. O tema foi o uso ou não da pílula do câncer, substância fosfoetanolamina sintética.

Presente, o deputado Simão Sessim fez um emocionado pronunciamento. Vamos às partes mais importantes dele. Na íntegra ele está publicado no site da Câmara dos Deputados.

Com que prazer, Sr. Presidente, com que alegria e — por que não dizer? — com que emoção participo desta sessão! Uma das melhores nesses 37 anos em que estou na Casa, no exercício do meu décimo mandato.

A “pílula do câncer” é fruto de uma pesquisa  da Universidade de São Paulo, em São Carlos, cuja substância denomina-se fosfoetanolamina sintética, fato que coloca o Brasil na dianteira do mundo desenvolvido. A substância, em pouco tempo, oferecerá cura para uma doença que dizima de 200 a 300 mil brasileiros por ano.

E eu me coloco aqui com prazer, com alegria e com emoção, queridos amigos, colegas, visitantes. Eu falo por necessidade e por causa própria. Eu estou com um câncer de próstata. Recebi essa notícia, há 4 meses, no consultório do Dr. Miguel Srougi, talvez um dos mais importantes urologistas do mundo. Depois de uma cirurgia na uretra, ele me disse: Tenho uma notícia em relação à qual você tem que tomar providências urgentes. Estou vendo um câncer. Pude ver células cancerígenas através da uretra.

Fotos: Alex Ferreira - Acervo Câmara dos Deputados

Fotos: Alex Ferreira – Acervo Câmara dos Deputados

E ele me disse: Não vamos perder tempo. Ele fazia em mim o toque retal, o exame de PSA e não descobria nada. E só quando examinando o local é que ele pôde descobrir a doença. E aí ele me disse que havia várias opções de tratamento, uma delas a cirurgia, que seria muito radical, muito violenta para a minha idade. Eu faço 80 anos agora em dezembro.

Ele não recomendava a cirurgia, mas recomendava a radioterapia, à qual eu me submeti. Fiz 39 sessões de radioterapia. Agora, no próximo dia 10, já são passados 2 meses, e eu poderei fazer o exame de sangue que vai dizer se o tratamento eliminou ou não o câncer na minha próstata. E eu acredito que sim, porque a estatística diz que 90% a 95% dos pacientes tratados com radioterapia conseguem o sucesso.

Mas bem que passou pela minha mente a pílula. Quando li, eu perguntei, mas me disseram: Não. Nós vamos fazer primeiro a radioterapia. E eu me lembro desse tratamento, que ocorreu agora, há quase 2 meses. Eu me lembro daquela gente esperançosa que passava comigo por ali. Alguns tinham câncer de garganta, outros de laringe, outros de pescoço, de cabeça. Era tanta gente que eu pensava: Meu Deus, não aparece um remédio para curar essas pessoas?

Eu já tive outro câncer, que ocorreu no rim e está eliminado. Mas, para esse câncer na próstata, eu ainda tenho que pedir a Deus um sopro de vida para que eu possa ver não só esta Casa, o Governo, os nossos cientistas, os cientistas do mundo abrindo o jornal e vendo que o remédio foi descoberto. Deus me dê esse sopro de vida! Eu quero ver que a pílula do câncer, o remédio do câncer está descoberto. Aí, eu posso morrer tranquilo, porque sei que nós teremos uma trincheira importante para debelar essa doença, que é muito difícil. Tem sido muito difícil suportá-la.

Sei o que foi esse tratamento. Passei por momentos de fadiga, de diarreia, de tudo, mas enfrentei as 39 sessões. Encerrando, quero dizer que este testemunho é de quem, como tantos cancerosos neste País e no mundo, apela para que Comissões Gerais como esta, reuniões da Comissão de Seguridade Social e debates no Congresso e em todos os lugares possam incentivar os nossos cientistas, para que não parem, para que continuem descobrindo porque, sem dúvida alguma, ao final, descobrirão o grande desejo nosso, que é o remédio contra o câncer.
Obrigado, Sr. Presidente.

Assim que encerrou o discurso, o deputado Simão Sessim recebeu os cumprimentos dos colegas e uma palavra do deputado Arthur Oliveira Maia que presidia a sessão: “Deputado Simão Sessim, a Casa agradece o seu depoimento verdadeiro, emocionado. Sem dúvida, todos aqueles que estão nos ouvindo através do sinal da TV Câmara e que têm problema semelhante ao de V.Exa. se sentem confortados pelo seu exemplo de fé, de esperança e, sobretudo, de coragem”.

Simão Sessim faz homenagem ao dia da Consciência Negra

O deputado federal Simão Sessim PP-RJ, aproveitou a sessão da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (18), para falar do Dia Nacional da Consciência Negra que se comemora no dia 20 de novembro.

O deputado destacou a importância da data afirmando os brasileiros ainda lutam por uma sociedade igualitária, democrática e mais humana e mais justa para todos os cidadãos, independentemente da questão de raça, credo ou condição social.

O dia 20 de novembro coincide com a morte de Zumbi, o último dos líderes do Quilombo de Palmares. Ele simboliza a luta do negro contra a escravidão, pois morreu enquanto defendia a sua comunidade e lutava pelos direitos do seu povo.

O Dia da Consciência Negra é uma forma que encontramos de lembrar o sofrimento dos negros ao longo da história do Brasil, tentando assim garantir seus direitos sociais”, disse o parlamentar.

Simão Sessim explicou que a abolição não representou o fim dos problemas sociais para o povo o negro e pediu a valorização e o respeito aos valores africanos.

O racismo e a resistência à inclusão social na sociedade brasileira são evidentes. Se hoje temos várias leis que defendem esses direitos, a exemplo de cotas em universidades, é porque, uma vez marginalizados, os negros ainda não conseguiram conquistar os mesmos espaços de trabalho em relação aos seus irmãos brancos. No Brasil, mais de um século depois da suposta abolição da escravatura, milhares de pessoas ainda são submetidas a trabalho em situação degradante”, argumentou Simão Sessim.

Iguaba Grande comemora 19 anos de emancipação

O deputado Simão Sessim (IPP-RJ), segundo-secretário da Câmara dos Deputados, usou a tribuna, nesta terça-feira (3), para homenagear Iguaba Grande, que completa 19 anos de emancipação política-administrativa no próximo domingo. “Trata-se, sem dúvida alguma, de uma data muito especial para aquela população trabalhadora, ordeira e muito hospitaleira, que ocupa, com certeza absoluta, um espaço enorme bem no fundo do meu coração”, disse.

Simão Sessim informou que para festejar o aniversário da cidade, o Governo Municipal preparou uma série de atividades, com inaugurações de obras, eventos culturais, artísticos, esportivos e religiosos, além de exposição, concursos e o tradicional desfile cívico, que acontecerá no domingo.

O deputado aproveitou para destacar a atuação da prefeita do município da Baixada Fluminense, Ana Grasiella Moreira Figueiredo Magalhães. “Lembro-me muito bem da visita que fiz àquela região, em fevereiro deste ano, quando fiquei bastante impressionado com o grande avanço que se observa no processo de desenvolvimento da cidade, sobretudo nas áreas da Educação e da Saúde. Não é atoa, que Iguaba Grande se destaca entre os 92 municípios como o 9º melhor Índice de Desenvolvimento Humano”, avaliou.

Simão Sessim vai receber, na sexta-feira (6), o título de cidadão honorário de Iguaba Grande, uma homenagem da Câmara Municipal da cidade.

Os iguabenses têm me dado demonstrações inequívocas de apoio e carinho ao longo desses nove mandatos consecutivos neste parlamento”, agradeceu.

Pare concluir a homenagem a Iguaba Grande, o deputado Simão Sessim deixou uma mensagem especial para todos os moradores do município. “Parabéns, Iguaba Grande, que Deus derrame sobre a cidade e o seu povo sua benção, dando-lhes proteção e sabedoria para alcançar as conquistas que todos nós almejamos”.

Simão Sessim elogia atuação do prefeito de Mesquita/RJ

O deputado Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da mesa diretora, usou a tribuna da Câmara dos Deputados para elogiar a atuação do prefeito de Mesquita, Gelsinho Guerreiro.

Sessim destacou as principais ações do governo municipal como a criação de mercado de trabalho para os jovens, o estímulo a atividade física e do lazer para os idosos, a promoção da capacitação de profissionais da Educação para atender a alunos com necessidades especiais, os serviços da Saúde na periferia, com atendimento clínico, de pediatria, ginecologia, odontologia, além de orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, dengue, tuberculose e exames preventivos.

Hoje, sem dúvida alguma, Gelsinho Guerreiro garante qualidade e eficiência na prestação dos serviços Públicos, imprescindíveis que são para o pleno gozo da educação, da saúde, da assistência social, da infraestrutura e do lazer, entre outros benefícios que o povo tanto clama”, ressaltou o parlamentar.

Rogelson Sanches Fontoura, o popular Gelsinho Guerreiro, foi um dos líderes do movimento emancipacionista, em 1999, do então 5º Distrito de Nova Iguaçu, e eleito para o primeiro mandato de vereador, em 2008, aos 37 anos de idade. Em 2012 com mais de 41 mil votos Gilsinho foi eleito prefeito do município de Mesquita.

Gelsinho Guerreiro faz parte de uma nova geração de políticos que abraçou a vida pública como instrumento de ajuda para o resgate da autoestima do povo de sua terra”, destacou Simão Sessim.

O secretário relatou iniciativas do prefeito Gelsinho no apoio ao esporte e lazer para as crianças e os adolescentes de Mesquita e citou a revitalização da Vila Olímpica do município, que já atraiu o interesse de vários desportistas do país. O deputado disse também que a ex-ginasta Daiane dos Santos escolheu Mesquita como cidade piloto do seu projeto Brasileirinho.

Ali, crianças e adolescentes carentes, entre seis e 17 anos, passarão a receber, já a partir deste segundo semestre, aulas gratuitas de ginástica artística e atividades circenses, como meio de inclusão social”.

Mesquita é a cidade mais jovem da Baixada Fluminense com apenas 14 anos de emancipação político administrativa. O município tem 170.185 habitantes de acordo com o IBGE.

Aumento da criminalidade em Nilópolis assusta população

O deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da Câmara dos Deputados, novamente usou a tribuna do plenário para cobrar do governador do Rio de Janeiro e das autoridades da área de segurança pública, medidas para conter a violência na Baixada Fluminense.

O deputado fez um apelo para que sejam realizadas blitz diárias nos principais acessos de Nilópolis. “A cidade, está sendo invadida cada vez mais por criminosos. Chegam todos, diariamente, armados até os dentes, procedentes de favelas da capital e de municípios vizinhos”.

Os bandidos, segundo Simão Sessim estão atacando a qualquer hora do dia e da noite, sem que se registre nem sequer uma resposta oficial da área de Segurança Pública. “Os índices de homicídios em Nilópolis, estão chegando a um patamar jamais visto na região”, desabafou.

Para mostrar o clima de insegurança em Nilópolis, o deputado lembrou que sábado passado, um grupo de cerca de 50 pessoas que se divertia, à noite, em um bar na esquina da Rua São Mateus, no bairro Nova Cidade, protagonizou cenas de desespero. Os clientes do referido bar foram surpreendidos por homens pilotando motocicletas pela Estrada Rio Branco, todos armados até dos dentes. “A sensação de insegurança que já impera hoje na cidade de Nilópolis, acabou provocando naquele momento pânico geral e correria desenfreada de adultos, jovens, crianças e idosos, todos temendo um possível assalto”.

Simão Sessim disse ainda que a ousadia dos criminosos não tem limites e que virou cena comum, homens percorrendo em motos as ruas da cidade de Nilópolis, Mesquita, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, exibindo pistolas nas mãos e fuzis atravessados no peito.

Numa cidade, como Nilópolis, onde as pessoas tinham o hábito de ocupar calçadas, trocando dedo de prosa até altas horas da noite, a sensação de insegurança está, agora, quase que segregando famílias inteiras dentro de casa. Elas passaram a colocar equipamentos de segurança, como câmeras, cercas energizadas, grades e o que mais for possível, na tentativa de buscar proteção à integridade física e patrimonial”, disse.

Sessim relatou que o clima de medo se espalhou pela cidade. De acordo com o deputado, farmácias, bares e padarias passaram a fechar as portas bem mais cedo do que o habitual diante dos boatos quase que diários de que arrastões podem acontece.

Simão Sessim concluiu o pronunciamento no Plenário da Câmara fazendo mais um apelo às autoridades. “Só me resta uma alternativa: acreditar que as autoridades responsáveis pelo aparelho da Segurança Pública do meu Estado vão, de fato, tomar medidas eficazes para frear a onda absurda e inaceitável de violência que tanto atormenta os moradores da Baixada”.

Simão Sessim cobra mais segurança e infraestrutura em ferrovias e rodovias

O deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da Câmara dos Deputados, fez nesta terça-feira (13), no plenário, um importante alerta ao Governo Federal. A Falta de infraestrutura e segurança nos cruzamentos de ferrovias e rodovias está provocando acidentes fatais em todo o país.

O deputado relatou um acidente envolvendo um carro e um trem em uma passagem de nível da Avenida São João Evangelista, próximo da estação de trem de Engenheiro Pedreira, bairro de Japeri, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Um agente penitenciário, de 43 anos de idade, perdeu a vida na passagem de nível do município de Japeri, na Baixada Fluminense. O fusquinha que ele dirigia foi atingido por uma composição de passageiros da SuperVia. O carro foi arrastado por cerca de 200 metros e ficou totalmente destruído”, disse.

artigo-simao-sessim-cobra-mais-seguranca-e-infraestrutura-em-ferrovias-e-rodovias

Somente este ano foram registradas 18 colisões de veículos com trens da SuperVia , numa média superior a quatro acidentes por mês. Sessim reproduziu um trabalho recente da MRS Logística S.A, responsável pela malha ferroviária do transporte de carga, e do Instituto Militar de Engenharia, intitulado “Procedimento para avaliação da segurança de passagens de nível”, que mostra a verdadeira radiografia da situação.

Hoje existem no Brasil cerca de 12.400 passagens de nível, sendo que 2.503 são consideradas críticas pelas operadoras.

O documento mostra que muitos fatores podem contribuir para ocorrência de acidentes, como as condições do pavimento, volume do tráfego rodoviário, trânsito de pedestres, velocidade máxima autorizada na rodovia, iluminação, distância de visibilidade de parada, números de linhas, volume de tráfego ferroviário, histórico de acidentes, rampas, entre outros fatores.

Os índices de perda de vidas, ferimentos e danos materiais são alarmantes, especialmente, devido à diferença entre os veículos envolvidos, já que uma composição ferroviária não pode parar instantaneamente, necessitando um longo trecho para vencer a inércia e reduzir a velocidade. Os acidentes acarretam sofrimento de pessoas, aumento de encargos para a sociedade, desgaste da imagem da empresa e prejuízos com pagamento de indenizações às vítimas ou a seus familiares” avaliou Sessim.

A SuperVia já apresentou um projeto aos Governos estadual e Federal para reduzir o número colisões de veículos rodoviários com trens e atropelamentos na via férrea da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A proposta envolve investimentos em torno de R$ 600 milhões, solicitados ao Governo Federal por meio do PAC da Mobilidade, para a construção de muros, passarelas e viadutos, o que permitiria a eliminação, das 40 passagens de nível e os mais de 150 acessos clandestinos dos 250 quilômetros de via férrea na Região Fluminense.

O projeto, indica a necessidade da construção de 57 viadutos sobre a rede. No entanto, até agora não se tem notícia de um desfecho capaz de acender uma luz no fim do túnel para esse tipo de problema”, concluiu Simão Sessim.

Estudos do IPEA apontam influência de problemas sociais em desempenho escolar

O deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da mesa diretora, mostrou no plenário da Câmara dos Deputados dados de um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e manifestou preocupação com a influência dos problemas sociais enfrentados que estão prejudicando o desempenho dos alunos na escola.

De acordo com o IPEA, a maioria dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) estão associados a fatores externos à escola, como renda da população, condições habitacionais adequadas e nível de alfabetização dos habitantes dos municípios. “As condições sociais dos alunos e de seus familiares influenciam mais os indicadores do IDEB do que as condições de ensino na escola”, alertou Simão Sessim.

Segundo o deputado, há prefeitos que gastam muito na melhoria das condições de ensino nas escolas públicas, sem terem o cuidado de desenvolver políticas públicas que melhorem as condições sociais dos alunos. “E esse comportamento está a influenciar negativamente o IDEB, ou seja, a qualidade do ensino, se no contexto, os alunos e suas famílias estiverem a enfrentar graves e negativas condições sociais”, avaliou.

Simão Sessim informou que pediu a assessoria legislativa da Câmara informações para tentar encontrar uma fórmula, um projeto de lei, que una os conceitos de responsabilidade fiscal ao conceito de responsabilidade social.

Preconceito e constrangimento ao trabalho de jornalistas compromete liberdade de imprensa

O deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da Câmara dos Deputados, usou a tribuna para declarar apoio à atitude do jornalista Fernando Molica que pediu afastamento do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

Sessim aproveitou para registrar que o site Observatório da Imprensa publicou, no dia 29 de abril último, uma mensagem que tem como título: “Pedi para Sair”, do jornalista Fernando Molica, editor da Coluna Informe O DIA. Este foi o veículo utilizado pelo jornalista para pedir o seu desligamento do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.

Ela é uma peça que teria, pelo objetivo, importância menor, não contasse com a riqueza de conceitos sobre liberdade de imprensa e violência”, disse Sessim.

Fernando Molica se afastou do Sindicato dos Jornalistas por não concordar com a diretoria do sindicato que segundo ele, teve um comportamento parcial diante das agressões a jornalistas ocorridas em manifestações.

O sindicato, segundo Molica, condenou de forma veemente apenas as cometidas por policiais; as que partiam de manifestantes eram relativizadas e até justificadas. “A hora era de repudiar as agressões, não de atenuá-las – quem admite razões para agressões a jornalistas não pode condenar policiais que agridem assassinos, bandidos em geral ou repórteres”, justificou o jornalista.

Outra insatisfação do jornalista diz respeito a postura do sindicato que tornou-se avalista do que, na época, chamava de “comunicadores populares”, jovens militantes que, munidos de câmeras ou celulares, transmitiam manifestações pela internet.

A democratização e diversificação de vozes é saudável, o problema é que a expressão ‘comunicadores populares’ é excludente. Se eles são os populares, nós, jornalistas profissionais, seríamos os impopulares, inimigos do povo”, disse.

O deputado Simão Sessim afirmou que o conceito de liberdade de imprensa está intimamente ligado ao conceito da responsabilidade em garantir que a população seja corretamente informada, sem preconceitos ou constrangimentos de nenhuma ordem.

A violência recebe, nas palavras do Fernando Molica, a definição de elemento que deve ser repudiado por todas as causas, mas principalmente, por inibir o trabalho dos jornalistas e embaçar, nublar, a qualidade da informação que será entregue à população. No texto do jornalista, a violência alia-se ao preconceito e ao constrangimento, para alertar a população o risco que corre a democracia quando a liberdade de imprensa não é corretamente compreendida”, avaliou o deputado.

Sessim disse que as posições defendidas por Fernando Molica ganham relevo especial no momento em que retorna à agenda de discussões no Congresso Nacional e na sociedade brasileira o conceito de liberdade de imprensa e a qualidade do trabalho dos jornalistas.