Eleito Deputado Federal 10 vezes seguidas!

Quarenta anos de vida pública dedicada ao serviço público pela cidade de Nilópolis,
pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Brasil!

IDEB 2009

O Ministério da Educação publicou os dados para 2009 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, IDEB, uma elaboração técnica do Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP.

O Índice é calculado com base na taxa de rendimento escolar (aprovação e evasão) e no desempenho dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e na Prova Brasil. Tanto maior seja a nota da instituição no teste e tanto menos repetências e desistências ela registrar, melhor será o seu desempenho e classificação, numa escala de zero a dez.

O mecanismo denuncia a progressão automática sem bom aproveitamento – uma escola que passe os alunos de uma série para outra sem que eles tenham realmente aprendido as lições.

O Índice também permite o mapeamento detalhado da educação brasileira, uma vez que classifica os dados por escolas, municípios, estados e União, ferramenta essencial na definição dos investimentos e aplicação das políticas públicas voltadas para a educação com qualidade.

A divulgação dos resultados é instrumento útil de seleção das escolas para matrícula dos filhos e para cobrar a responsabilidade dos gestores públicos no oferecimento de ensino de qualidade.

Vamos, então, ao resultado global do Índice – IDEB – de 2009. O Ministério da Educação divulgou a notícia, que reproduzo:

“A qualidade da educação no Brasil avançou mais. O índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) do país cresceu em todas as etapas de ensino entre 2007 e 2009. No ensino fundamental, o indicador superou as metas propostas para o período e alcançou as de 2011.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nota proposta para o período era 4,2 – índice já registrado na aferição de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4,0 pontos, superando a meta de 3,7 para o ano. O mesmo ocorreu no ensino médio, que obteve índice de 3,6. O objetivo era registrar pelo menos 3,5 nessa etapa de ensino no período.

Haddad considera normal que a melhora no índice seja proporcionalmente maior nos anos iniciais do ensino fundamental. “Vínhamos de um período de recessão educacional, de queda de proficiência. Quando a educação começa a melhorar, é como uma onda; a arrancada mais forte se dá nos anos iniciais e se propaga, ao longo do tempo, nos finais e no ensino médio.”

“O Brasil está numa trajetória ascendente e consistente pelo quarto ano consecutivo. Ainda estamos distantes da meta de 2021, mas com a esperança renovada de que será alcançada”, afirmou Haddad.

Os dados divulgados nesta quarta-feira mostram que o desempenho dos estudantes nas avaliações foi o que mais pesou na composição do Ideb de 2009. Nos anos iniciais, por exemplo, foi responsável por 71% da composição da nota. Já no ensino médio, embora o desempenho tenha sido responsável pela maior parte da nota, a taxa de rendimento subiu em relação a 2007; teve 42% de importância no índice, comparado aos 29% da medição anterior.”

“Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor”

(Deputado Simão Sessim pronunciou o seguinte discurso em em 29/06/2010)

A Associação Comercial do Rio de Janeiro tem 201 anos de existência e, em razão disso e do cuidado daqueles que foram seus dirigentes ao longo da história, acumula informações e experiências quase singulares sobre a vida econômica e política da Cidade do Rio de Janeiro.

Como a Cidade foi Capital da República até 1960, a Instituição tem um histórico de mais de 151 anos de intimidade com os assuntos econômicos, políticos e sociais de âmbito nacional. Só o Banco do Brasil teria um relacionamento mais longo com o setor produtivo brasileiro, se não ficasse inativo entre 1829 e 1851.

Some-se a este fenômeno a presença no corpo de diretores da Associação, ao longo da história do Brasil e da economia carioca, das mais expressivas personalidades políticas e econômicas brasileiras, entre elas, o engenheiro Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, seu terceiro presidente, e teremos um colegiado – a Casa de Mauá – com elevado nível de autoridade moral e competência para pensar o Brasil e propor com seriedade, medidas que respondam às expectativas da sociedade brasileira.

É, em resumo, o que disse o Dr. Humberto Motta, Presidente do Conselho Superior da Associação, no discurso com o qual empossou o Doutor José Luiz Alquéres na Presidência da Organização: “A ACRJ, desde sua origem, atua como berço de idéias renovadoras para o Brasil. Da independência à proclamação da República, da abolição da escravatura à Consolidação das Leis do Trabalho. Sempre pioneira na liderança do processo de modernização do País”.

O documento, “Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor”, elaborado recentemente a partir dos debates promovidos nos Conselhos Empresariais da Associação Comercial do Rio de Janeiro e dos subsídios que ela recebeu de outras organizações sérias da sociedade civil, é mais um conjunto – o mais novo – de “idéias renovadoras para o Brasil”.

Tenaz, consistente, o documento organiza e sintetiza as prioridades que os “cidadãos, agentes de mercado, membros da sociedade civil e empresários apontam ao governo, divididas em sete categorias: Gestão Administrativa, Política Nacional, Política Internacional, Política Econômica, Política Social, Infraestrutura Sustentável e Política Regional”, página 05 da Declaração.

Depois de ler atentamente o trabalho, que está construído com base nos conceitos de liberdade, solidariedade, justiça, sustentabilidade, felicidade e ética, página 04 da Declaração, e de analisar cada um dos seus pontos à luz do momento especial que estamos vivendo de recuperação da imagem do Brasil e, em especial, do Estado do Rio de Janeiro, entendi que ele deveria compor os Anais da Câmara dos Deputados.

Esta Casa, assim como a Casa de Mauá, precisa manter em seus arquivos os registros históricos de maior significado para a população brasileira e, no caso presente, com a responsabilidade adicional de assegurar que as propostas oferecidas pela Associação Comercial do Rio de Janeiro, de fato, germinem – não caiam no esquecimento.

Mais a mais, a Declaração do Empresariado, independente do seu acolhimento pelos candidatos, contém sugestões úteis para o momento novo que vive o País. A proposta traz a assinatura do grupo dirigente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, para o biênio 2009/2011, liderado pelo Presidente José Luiz Alquéres, engenheiro que pelos inúmeros serviços de qualidade prestados ao Brasil e pelo currículo que construiu ao longo de sua vida profissional dispensa maiores apresentações.

Com a experiência de lidar com setor produtivo nacional há muito tempo, José Luiz Alquéres inseriu na abertura do documento, um sinal de alerta para os destinatários: “O Empresário é o grande agente acelerador do progresso econômico e social, gerando emprego, pagando impostos dos mais elevados no mundo e mantendo o país funcionando – com ou sem crise – porque sua atividade se mescla com o dia-a-dia de toda a população.

E, há que se destacar também, com mérito para todos os demais membros dos diversos núcleos de gestão e Conselhos Empresariais da Associação Comercial e num tempo de possibilidade real de se ter uma mulher na Presidência do Brasil, a presença no colegiado da organização das senhoras Clara Steinberg, Maria Silvia Bastos Marques, Rosiska Darcy de Oliveira, Vanessa Rouvier e Marta Arakaki.

Tenho certeza, que, servindo de base para o trabalho do próximo ou da próxima Presidente da República, a Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor abrirá novas janelas de oportunidades para o Brasil a partir da ação progressiva e contínua das medidas eficazes de gestão econômica e social aplicadas pelo Presidente Lula.

Mas, eu não poderia encerrar um pronunciamento que tem como ânimo a atuação brilhante da Associação Comercial do Rio de Janeiro sem render uma homenagem especial e, infelizmente, póstuma, a um dos seus ex-presidentes, o empresário carioca, Arthur Sendas. Uma figura humana de especial relevo, que sempre acalantou o sonho de conhecer um Brasil e um Rio de Janeiro com as qualidades que se avizinham.

CSA amplia oportunidades na Zona Oeste do Rio de Janeiro

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) –

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a sexta-feira que passou, dia 18 de junho de 2010, ficou gravada na memória do povo fluminense como mais um marco do processo ininterrupto de desenvolvimento socioeconômico que vem se sucedendo no Estado do Rio de Janeiro, desde que o Governo do Presidente Lula se instalou neste País, a partir de 2003.

Afinal, Sr. Presidente, a cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente a zona oeste da capital fluminense, ganhou naquele dia a mais nova e uma das mais modernas companhias siderúrgicas do mundo, a Siderúrgica do Atlântico, ou a CSA, que entrou em operação no Distrito Industrial de Santa Cruz, impulsionada que foi pelas mãos do metalúrgico Luiz Inácio da Silva, grande propulsor desta engrenagem de desenvolvimento nacional.

Fruto do maior investimento privado em execução no Brasil, orçado em 5 bilhões de euros, a Companhia Siderúrgica CSA, empresa do grupo alemão ThyssenKrupp, agora também comandada pela brasileiríssima Vale, está chegando para fomentar o crescimento da produção siderúrgica em nosso País, de forma a gerar riqueza e desenvolvimento sustentável.

Como bem frisou o Governador Sérgio Cabral, a inauguração da CSA representa um momento histórico para a indústria brasileira, para a indústria internacional e, sobretudo, para o Rio de Janeiro, que está recebendo de braços abertos este magnífico empreendimento.

Somente para termos uma ligeira idéia da importância deste empreendimento, Sr. Presidente, nada menos que 3.500 empregos diretos e outros 14 mil indiretos estão sendo criados com a chegada da CSA ao nosso País, e culminarão com a produção, por ano, de 5 milhões de toneladas de placas de aço.

O empreendimento gigantesco, Sr. Presidente, erguido com o suor da força da mão de obra de cerca de 30 mil trabalhadores, já está atraindo novas empresas que se instalaram na cidade para atender à demanda gerada pela CSA.

É exatamente por isso, Sr. Presidente, que eu estou concentrando todas as minhas forças junto aos Governos do Estado e da União para levar uma escola técnica, seja ela estadual, seja federal, mas de qualidade, para a população daquela região.
Até porque, ali, além da CSA, também empresas do porte de uma Gerdau e de uma Votorantim estão aplicando algo em torno de 14 bilhões de reais, o correspondente a 60% do total a ser investido na indústria de transformação, o que vai colocar o Rio de Janeiro como o principal polo siderúrgico do País e da América Latina.

Portanto, Sr. Presidente e nobres Deputados, deixo registrada nesta tribuna não apenas a minha satisfação, como também a esperança de ver este País, sobretudo o Estado do Rio de Janeiro, crescendo e se desenvolvendo cada vez mais, de modo a poder proporcionar melhor qualidade de vida para a nossa população, que precisa sonhar e acreditar que este País pode, sim, ser uma grande Nação e motivo de orgulho de todos os brasileiros.

Preciosidades da Baixada Fluminense

O ARTSUL Futebol Clube fundado e localizado em Austin, Nova Iguaçu, um dos motivos de orgulho da Baixada Fluminense, comemorou nove anos no sábado.

No sábado, 19 de junho, o ARTSUL Futebol Clube completou nove anos de fundação. Criado pelo empresário da construção civil, Nivaldo Pereira, para ajudar as crianças e jovens da baixada fluminense, que tenham talento para o esporte, o ARTSUL, logo no primeiro ano de vida foi vice-campeão da Terceira Divisão de Profissionais. Em 2006, convidado para jogar na Segunda Divisão, o clube conquistou o quarto lugar, situação que o promoveu à Primeira Divisão.

Depois, em 2006, campeão carioca de infantis; de juniores em 2007 e vice-campeão de juniores de 2009, “O Tricolor da Dutra” tem um dos maiores e mais completos centros de treinamento do Brasil numa área de aproximadamente 90.000 metros quadrados, onde mantém um campo oficial para disputa das competições; dois campos para treinamento físico; uma quadra de areia; quatro vestiários; um departamento médico e de fisioterapia; rouparia; lavanderia, alojamentos e um grande refeitório.

Cristiano Pereira e Ângelo Medina formam, com Nivaldo, o trio de profissionais competentes, responsável pela formação de Giovane Maranhão, Carlos Thiago e Ramon, jogadores do ARTSUL com atuação de destaque no futebol carioca, representando, por empréstimo, o Vasco da Gama, o Botafogo e o Fluminense.

Teresópolis dos Festivais

Teresópolis busca, com a realização de eventos musicais, recuperar o título de “Cidade dos Festivais”.

Conheci Teresópolis mais de perto nos bons tempos dos três governos do meu amigo Mário Tricano. Com governos eficientes, ele devolveu à Teresópolis os bons momentos de seu tempo passado, quando a cidade foi pólo turístico de significativa importância e centro de realização de grandes eventos.

Mesmo sem Mário na prefeitura, Teresópolis, conhecida no passado como a Cidade dos Festivais, tem realizado ao longo do ano, eventos musicais que com inteligência e organização, exploram ao mesmo tempo o potencial turístico da cidade e distribuem informações culturais para a população. Na pauta, Jazz, Bossa Nova, Balé, Piano, Música Clássica e, no último final de semana, muito Forró.

A “Forrosópolis” movimentou a cidade, que teve noites com clima mais ameno, sem muito frio. O blog http://badarts.blogspot.com , é um belo trabalho de informação de uma equipe da cidade e comentou a festa:

“A primeira noite teve um gostinho especial”, diz o blog, com a apresentação de Timbira, velho conhecido da cidade e Patrícia, que somou violão e voz para formar um conjunto de muita qualidade musical.

Badarts criticou as danças de festejos juninos, que “deixaram a desejar ao apresentar um figurino incompleto e passos confusos”. Nada demais. Com certeza, as próximas apresentações resolverão, com a ajuda da experiência, os poucos problemas que apareceram.

Uma turma de Macaé, “Raiz de Sana” fechou a primeira noite.

A segunda noite, de clima mais frio, mas de calor mais ardente, pela presença maciça da população e de um grande público de visitantes, recebeu Borginho & Banda, com clássicos do ritmo nordestino.

Em seguida, o Falamansa, grupo de São Paulo, apresentou clássicos de Luiz Gonzaga e de Dominguinhos, além de canções – boas canções – compostas pelo próprio grupo, como Rindo à-toa, Deixa Entrar, Colo de Menina, Oh Chuva, Asas e Um dia Perfeito.

A apresentação final do grupo foi acompanhada pela dança de cinco casais retirados do meio da multidão. Tato, um dos vocalistas, terminou o show com apelos pela conservação do Rio Paquequer.

Visita às cidades do interior

Editor: Jackson Vasconcelos

O deputado Simão Sessim esteve, na sexta-feira, nas cidades de Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo e Bom Jardim


Na sexta-feira, antes das sete da manhã, o deputado Simão Sessim deixou Nilópolis, para encontros políticos no interior do estado. O café da manhã aconteceu no posto de gasolina, na entrada de Parada Modelo, em Guapimirim. O deputado conversou com alguns eleitores, cumprimentou os funcionários do bar e do posto e seguiu viagem.  Cachoeiras de Macacu seria a parada seguinte.
No caminho, o deputado comentou a semana em Brasília e as discussões no partido sobre a coligação com o PMDB e o seu encontro com o Presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani: “Uma conversa produtiva”, disse o deputado. “Jorge Picciani está pronto para a campanha, com excelente nível de organização e profissionalismo”, reafirmou. Falamos sobre o pré-sal e novas regras de inelegibilidade: a lei da ficha limpa. O deputado criticou duramente a decisão do Senado que prejudicou o Rio e elogiou as medidas de moralização do processo eleitoral.

Chegamos a Cachoeiras de Macacu por volta das nove e meia. O deputado, no pátio da prefeitura, cumprimentou a população, recebido pelo vice-prefeito, Marquinhos, pelo vereador Tadeu e por um grupo de ex-vereadores e lideranças políticas locais. Seguimos para o gabinete do Prefeito Rafael Muzzi. Lá, com a imprensa presente, o deputado Simão Sessim fez elogios a nova sede da prefeitura, “acessível para deficiências e moderna” e falou sobre o desenvolvimento regional: “o desenvolvimento do interior do estado perdeu qualidade econômica depois do governo Faria Lima. Adormeceu durante muito tempo, até a chegada do Sérgio Cabral Filho, que com o trabalho competente do Secretário de Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu reorganizar as ações do governo do estado sobre o interior”.

Ainda na prefeitura, o deputado Simão Sessim recebeu as homenagens da população e dos funcionários municipais, num encontro no auditório da prefeitura. O Prefeito agradeceu ao deputado Simão Sessim pelas atenções dele com o município e pelo apoio aos seus projetos. Em seguida, falaram o vice-prefeito, o vereador Tadeu e outras autoridades. Simão Sessim fez um discurso emocionado com agradecimentos ao Senador Francisco Dornelles, “responsável por minha presença aqui” e falou um pouco sobre a sua vida política.

Deixamos a cidade ao meio-dia, em direção a Nova Friburgo. Lá, Simão Sessim foi recebido pelo vice-prefeito e pelo vereador Marcos Medeiros e por um grupo de proprietários de farmácias. Simão Sessim ouviu as reivindicações do grupo e atendeu outras pessoas. Sem almoço, deixamos Nova Friburgo às 14 horas, para uma visita rápida ao Presidente da Câmara Municipal de Bom Jardim. Lá, Simão Sessim foi recebido por um grupo de vereadores, pela imprensa local e por muita gente do povo. Simão Sessim falou sobre o desenvolvimento do interior do estado e ouviu as ponderações e reivindicações da população. Às 16 horas, retornamos ao Rio, com uma nova parada em Nova Friburgo, às 18, para descanso e almoço com o grupo político do vereador Marcos Medeiros.

Uma boa notícia para a cultura

Nova Friburgo recebe os organizadores do Plano Estadual de Cultura.

A Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro com a colaboração da opinião pública, elabora o Plano Estadual de Cultura e, como parte do trabalho, tem reunido artistas, produtores, agentes culturais, representantes de diversas organizações da sociedade civil e gestores públicos municipais de todas as regiões do estado. A região serrana está sendo atendida hoje, quinta-feira, 17 de junho, na cidade de Nova Friburgo. Já foram ouvidos os municípios das regiões da Costa Verde, do Médio Paraíba, das Baixadas Litorâneas, do Centro-Sul e Metropolitana.

A composição do Plano Estadual de Cultura tem como principal objetivo definir as políticas públicas de longo prazo para o Estado do Rio de Janeiro. Como primeiro desdobramento, a Secretaria de Estado criou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural (Padec), que beneficiará todos os municípios do estado (exceto a capital) ainda este ano, com o repasse de R$ 15 milhões para projetos estruturantes na área da cultura.

Nas próximas etapas de elaboração, o Plano Estadual de Cultura, criação inédita no estado, fará do diagnóstico surgido dos encontros, peça fundamental para a elaboração de programas e ações que objetivam a melhoria efetiva do cenário da cultura fluminense e definem os investimentos do governo do estado e as parcerias com o setor privado.Nova Friburgo recebe os organizadores do Plano Estadual de Cultura.

Desabafo contra a barbárie

O Senador Francisco Dornelles afirmou com justo motivo ao se referir, no Senado, à decisão do Congresso Nacional de redistribuir os royalties do petróleo: “A emenda que está sendo votada é a maior agressão que um Estado da Federação já sofreu em toda a História do Império e da República do Brasil. O Rio de Janeiro está sendo agredido de uma forma brutal na medida em que está perdendo todos os royalties de participação especial de campos já licitados, agredindo um direito adquirido, agredindo um ato jurídico perfeito”.

Eu, por mais que procure na língua pátria definir a situação, não encontro outra palavra a não ser barbárie! Nem covardia – palavra utilizada pelo governador Sérgio Cabral – serve, porque covardia é pouco; é sinônimo dos atos de violência praticados pelo mais forte contra o mais fraco, pelo simples prazer de vencer pela força – situação que, com rapidez, se resolve pela lei ou mesmo pela violência.

No caso presente, o ato significou a união dos representantes de todos os demais estados, fortes e fracos contra o Rio de Janeiro e contra o Espírito Santo, estados produtores de petróleo, com o claro objetivo de conquista pela pilhagem, numa atitude evidente, incontestável, de desprezo às normas legais e ao arrepio das instituições políticas aperfeiçoadas.

Perdoem-me os colegas, mas a votação da matéria na Câmara e depois no Senado, até pelo modo como ela foi comemorada, me trouxe à memória – memória de um velho professor – os atos de invasão dos francos, dos lombardos, dos visigodos, dos vândalos, dos anglos saxões, dos burgúndios, dos suevos, dos ostrogodos, que chegavam a outras terras com a intenção de tomar-lhes as riquezas pela força, sem respeito sequer às culturas que encontravam.

Dispensável queimar mais tempo com discursos que busquem explicar a ignomínia e com o blá, blá, blá, da compensação pelo tributo no destino e não na origem ou pelo caráter compensatório dos royalties. Tudo isso foi dito, sobejamente explicado, em prosa, verso, discurso, elaborações técnicas, formulações lógicas e de toda sorte e nada disso adiantou, porque as conquistas para pilhagem não se justificam pela lei ou pelos argumentos racionais: elas simplesmente ocorrem movidas pela ambição, pelo desejo incontido e passam por cima das leis e das instituições. São movimentos enlouquecidos pelo desejo de possuir pela humilhação, comportamento comum aos grupos que adquirem, unicamente por consideração numérica, sentimento de poder invencível.

Por isso, não venho à tribuna pedir a reflexão dos colegas para os aspectos técnicos, legais ou de justiça que, com sobra, justificam o saneamento da norma que retira do Estado do Rio de Janeiro o acesso aos royalties do petróleo da forma como ele estava estabelecido antes. Venho pedir, implorar, para que se volte ao campo da racionalidade; que se examine a matéria sem as emoções fortes que comandaram até aqui os movimentos e as decisões do Congresso Nacional sobre o assunto. É preciso restabelecer a ordem constitucional com rapidez. A responsabilidade que temos com o povo brasileiro não nos permite decidir contagiados pelas emoções de momento, pelo calor, às vezes até compreensível, de querer prestar o melhor serviço sem medir conseqüências.

Confirmada, a decisão do Congresso Nacional, retardará o momento histórico que o Estado do Rio de Janeiro, para o bem de toda a sociedade brasileira, vive de recuperação de sua imagem diante do mundo. Retardará, mas não inviabilizará, porque saberemos como agir e não nos deixaremos abater pela humilhação. Acima de tudo e para o bem de todos e não somente da população do Estado do Rio de Janeiro, sabemos que o Presidente Lula agirá quando chamado a se pronunciar e, se não agir, a Justiça Brasileira colocará as coisas no devido lugar.

“Caminhos para o financiamento e acesso a saúde

Se por um lado, a aquisição de remédios é causa de constante sacrifício e desespero para a população, principalmente para a parte mais frágil dela, os idosos, os aposentados por invalidez e os doentes crônicos, em razão dos preços elevados, que chegam a ser, em algumas situações, proibitivos, por outro tem sido motivo de constrangimento para os secretários de saúde, em especial, para os secretários municipais, obrigados pela Justiça, sob pena de prisão por desobediência, a fornecer gratuitamente medicamentos para quem não possa pagar por eles.

A situação é claramente delicada e cria um ambiente de desconforto para todos e privilegia o descontrole, pela incapacidade dos governos municipais de planejarem as suas contas e o atendimento à população.

É necessário, portanto, encontrar um ponto de equilíbrio, que garanta o cumprimento pelo Estado de seu dever constitucional de cuidar da saúde de toda a população, atividade que inclui o fornecimento gratuito de medicamentos para quem comprovadamente não possa pagar, e preços mais baixos para o restante da população.

É compreensível que o problema não seja de fácil solução para um sistema de saúde pública que tem a obrigação de atender 140 milhões de pessoas; arca com os custos de todos os transplantes de órgãos e de 2,2 bilhões de procedimentos médicos por ano, entre eles, 12 milhões de internações.

Por isso, é louvável qualquer esforço que tente encontrar um ponto de equilíbrio para o sistema, com ampliação na qualidade do atendimento e utilização eficaz dos recursos disponíveis, caso do seminário “Caminhos para o financiamento e acesso à saúde” acontecido em São Paulo na segunda-feira, por iniciativa da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa – Interfarma – em parceria com o jornal Valor Econômico.  Sei que a Câmara dos Deputados esteve representada pelo nosso colega Darcísio Perondi, que poderá dar melhores detalhes do encontro.

O Valor Econômico dedicou ao seminário um caderno especial publicado hoje, quarta-feira, com o resumo dos debates e diversos depoimentos. O material é rico em sugestões e considerações sobre as conquistas já alcançadas pelo Brasil no campo da saúde pública, aqui considerada a criação das farmácias populares, 11 mil em todo o Brasil e a consolidação do complexo industrial de saúde, com investimentos da ordem de R$ 400 milhões entre 2000 e 2010 nos laboratórios públicos.

A Interfarma, entidade que conta com a experiência e o espírito público do ex-ministro e ex-governador Antonio Brito, informou no anúncio que compõe a matéria, a intenção de encaminhar ao Congresso Nacional as propostas sugeridas no seminário. Aguardemos, portanto. Com certeza, a providência abrirá um novo e bom motivo para que a Casa novamente debata a questão vulnerável da saúde pública no Brasil, tema dos mais relevantes, se não o mais relevante, para a sociedade brasileira.

Colégio Leopoldo em Nova Iguaçu 80 anos de serviços prestados

Deputado Simão Sessim parabeniza a direção, e funcionários de apoio do Colégio Leopoldo em Nova Iguaçu por seus 80 anos de serviços prestados.

(Deputado Simão Sessim pronunciou o seguinte discurso em em 08/06/2010)

É com muita honra e alegria no coração que requeiro à Mesa desta Casa do povo uma justa Moção de Congratulações à direção, professores, alunos e funcionários de apoio do Colégio Leopoldo. Trata-se, Senhor Presidente, de um dos mais tradicionais e conceituados estabelecimento de ensino da cidade de Nova Iguaçu, na minha querida e amada Baixada Fluminense, que está, agora, em 2010, para a nossa felicidade, completando 80 anos de relevantes serviços prestados a sociedade brasileira.
Eu diria, Senhor Presidente, são oito décadas ininterruptas de inconfundível e abnegado trabalho voltado, como sempre esteve, para a educação, através da construção de valores, como a dedicação, o respeito, a solidariedade e a cidadania, pilares, que, indubitavelmente, sustentam os nossos sonhos de conquistar um mundo próspero, profícuo, mais humano e justo para todos os irmãos brasileiros.

Lembro-me, Senhor Presidente, há exatos cinco anos, também estive nesta tribuna festejando os 75 anos desta mesma instituição, pioneira que foi como estabelecimento regular e oficial de ensino de Nova Iguaçu, fundado em 1930 por três mestres idealizadores o poeta, jornalista, prosador, teatrólogo e professor Leopoldo Machado de Souza Barbosa; sua digníssima esposa, Marília Ferraz de Almeida Barbosa; e sua venerada irmã, Leopoldina Machado Barbosa de Barros, a quem também prestamos as nossas homenagens póstuma.

Esse trio de benfeitores da educação, senhor presidente, criou na Baixada Fluminense o espaço das relações humanas, da construção de modelos, da reflexão, propiciando vivências, experiência de vida e formação de caráter, entre outros conceitos, predicados necessários na orientação do presente e do futuro que está por chegar a todos homens de boa vontade.

O professor Leopoldo tinha consciência de que a escola possui enorme importância em nossas vidas, tendo como um dos papéis fundamentais a conscientização do homem para o exercício perfeito da cidadania e sua qualificação profissional. Portanto, é ela que deve nos preparar para o futuro, dando-nos o conhecimento necessário para que possamos enfrentar as adversidades, os obstáculos que surgem em nossos caminhos.
Até porque, Senhor Presidente, a missão da escola não é pura e simplesmente passar conteúdos relacionados à física, à matemática, à química, geografia, português e história, entre outras matérias. A escola deve, sobretudo, preparar os jovens para que eles se sintam aptos a disputar o seu próprio espaço no seio da sociedade em que vivem.

E hoje, o Colégio Leopoldo, templo augusto da verdade e Catedral excelsa do saber, como diz o seu hino, está sob a batuta, sob o comando do professor Paulo de Tarso, personalidade das mais conceituadas da Baixada Fluminense, que, à frente de uma equipe altamente qualificada e dedicada, mantém a instituição de ensino dentro dos mesmos padrões de tradição, qualidade, da ética, da modernidade e eficiência.
Afinal, Senhor Presidente, o professor Paulo de Tarso, além de abnegado servidor do saber, sempre se preocupou em manter vivo o legado da compreensão, da solidariedade e do amor ao próximo, deixado por Leopoldo Machado, espírita fervoroso, que viajou o País inteiro levando sua mensagem de fé, amor e bondade ao próximo.

Leopoldo Machado e sua esposa Marília Ferraz de Almeida Barbosa também fundaram o Lar de Jesus e o albergue noturno Allan Kardec, da mesma forma que incentivaram a criação da Associação de Caridade Hospital Iguaçu, que até hoje ainda continua prestando relevantes serviços à sociedade de Nova Iguaçu e da Baixada Fluminense.

Com suas almas cheias de ardor e boa vontade, Leopoldo Machado, sua mãe Isabel Machado Barbosa, sua esposa Marília Ferraz e sua irmã Leopoldina Machado Barbosa edificaram com grandeza, dedicação e competência, o templo maior do saber que conduziria os jovens, ao longo dessas décadas, ao horizonte da prosperidade.