Simão Sessim pede prioridade para a Educação no Brasil

O deputado federal Simão Sessim do PP-RJ, ao analisar os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), considerado um dos principais termômetros da educação básica, disse que o Brasil precisa priorizar a educação. “É preciso que o discurso da prioridade para a Educação ocorra na prática, com a valorização dos professores e investimentos feitos com mais eficiência”.

O Brasil ocupa as piores posições no ranking dos 70 países avaliados. O PISA aplica testes em alunos na faixa de 15 anos de idade em matemática, ciências e literatura, matéria básicas para o aprendizado de todo o resto. Mas, além negativo o desempenho dos alunos brasileiros é concentrado. Mostra que um grupo muito restrito de alunos tem as notas.

O deputado citou uma avaliação do jornal Valor Econômico que resumiu que em uma amostra de mais de 23 mil estudantes de 841 escolas públicas e privadas de todo o Brasil, o Pisa indica que 51% dos alunos brasileiros não conseguem atingir o nível 2 em leitura. O nível 2 é considerado como o mínimo necessário para que os jovens possam exercer sua cidadania. “Significa, na prática, que quem está abaixo do nível 2 é incapaz de interpretar um texto ou relacioná-lo a conhecimento que já detém”, disse Simão Sessim.

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Apenas 1,4% dos brasileiros estão entre as melhores notas em leitura, e o índice está bem abaixo da média dos demais países que é de 8,3%.

Em matemática, o resultado é ainda pior: 70% dos alunos brasileiros ficaram abaixo do nível 2, que os capacitaria a interpretar e reconhecer situações em contextos que não exigem mais do que inferência direta. Ou empregar fórmulas básicas para resolver problemas com números inteiros.

O relatório acrescenta que apenas três países da América Latina chegam perto do Brasil: Colômbia e Peru (ambos próximos a 66%) e a República Dominicana, onde mais de 90% dos alunos não conseguem atingir o mínimo em matemática.

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