Simão Sessim pede patrocínio do governo federal para atletas medalhistas sem apoio de empresas privadas

O deputado Simão Sessim (PP-RJ), durante sessão da Câmara dos Deputados, disse que o governo federal precisa facilitar e ampliar os incentivos fiscais para projetos que ofereçam oportunidades para as crianças e jovens, que tenham aptidão para os esportes e vivam nas comunidades mais pobres, principalmente para os atletas olímpicos que perderam patrocínios das empresas privadas.

“Por que não usar as empresas públicas para o patrocínio dos atletas brasileiros medalhistas que não consigam patrocínios privados? Afinal, não patrocinamos com dinheiro público, a política, através do Fundo Partidário? Não patrocinamos os programas eleitorais na TV e no Rádio com incentivos fiscais? E agora, não andamos pensando em colocar 3 bilhões de reais nas campanhas eleitorais?”, questionou o parlamentar.

Para justificar seu posicionamento o deputado destacou a entrevista da judoca Rafaela Silva à revista VEJA.

Ela conquistou medalha de Ouro nas Olimpíadas do Rio. A irmã dela, Raquel Silva, é medalha de prata no Torneio Aberto Europeu.  “As duas são exemplos do poder que têm a família, o esporte e o espírito público na superação das dificuldades, que crianças e jovens brasileiros enfrentam na vida”, disse Simão.

Rafaela e Raquel nasceram e foram criadas na Cidade de Deus.

Rafaela quis ser jogadora de futebol. Contudo, a oportunidade mais perto dela foi o judô. Quando Rafaela estava com oito anos e Raquel com 11, o campeão Flávio Canto, abriu no bairro uma unidade do Instituto Reação, que forma atletas nas comunidades mais pobres. Lá, Rafaela e Raquel, levadas pelos pais, encontraram o professor Geraldo Bernardes. As duas tornaram-se campeãs no mundo. Rafaela fez os brasileiros vibrarem de alegria nas Olimpíadas do Rio. Na entrevista à VEJA fez um alerta: “triste vendo tantos atletas de ponta em dificuldades. No Brasil, só medalha de ouro conta. Ganhar prata ou bronze nas Olimpíadas, estar entre os três melhores do mundo, não basta para os patrocinadores. Isso não está certo”.

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