Simão Sessim denuncia abandono do Ensino Profissionalizante no Rio de Janeiro

O descaso e o abandono do governo estão frustrando o sonho de quem está buscando no ensino técnico profissionalizante o caminho mais curto para conquistar o mercado de trabalho. O deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), denunciou na tribuna da Câmara dos Deputados, nesta quarta (31), que o sonho está virando pesadelo para os alunos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), instituição responsável pelo Ensino Técnico e Profissionalizante público do Estado do Rio de Janeiro.

A Faetec, que já foi modelo para o resto do País, vive atualmente uma situação dramática, com as aulas paralisadas há meses, salários de servidores e pagamento de fornecedores atrasados e uma debandada de alunos, sem precedentes”, disse Simão Sessim.

Para o deputado, o que se verifica na Faetec é consequência “irreparável” da grave crise que afeta o governo do Estado, e que está sendo devastadora também para o pleno funcionamento de uma instituição de relevante importância para cerca de 300 mil jovens espalhados em mais de 130 unidades.

Pesquisas recentes mostram que pelo menos 80% dos alunos com formação técnica têm conseguido boas colocações e melhor reconhecimento nas empresas. Os cursos técnicos possuem também características favoráveis para os estudantes e o próprio mercado de trabalho, a exemplo do curto tempo de formação, na média, em torno 1 ano e meio.

Lamentavelmente, o que era um sonho para esses cariocas e fluminenses se torna agora um verdadeiro pesadelo. Os alunos estão abandonando a instituição por terem as aulas interrompidas há meses”.

Para se ter uma ideia dos transtornos provocados pela crise na Faetec, o ano letivo de 2017 só começou na rede na última semana. E já há quem tema pela exclusão de alguns cursos. Estima-se, como consequência, que haja uma debandada em torno de 30% do quadro discente da Faetec.

Somente a dívida da Faetec com fornecedores, responsáveis, por exemplo, pela mão de obra para limpeza da instituição e alimentação de alunos, professores e pessoal de apoio, é de mais de R$ 250 milhões.

Só me resta apelar ao governador Luiz Fernando Pezão que não meça esforços no sentido de recuperar o prestígio da Faetec e não frustrar ainda mais tantos jovens que sonham com o direito de obter formação técnica profissionalizante para disputar o tão competitivo mercado de trabalho e conquistar um futuro de respeito e dignidade”, finalizou Simão Sessim.

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