Punição para os responsáveis pelo vazamento de chorume na Baixada Fluminense

Os vazamentos de chorume que ocorreram no extinto aterro sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, e também no Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, motivaram o pronunciamento do deputado Simão Sessim (PP-RJ), nesta semana na Câmara dos Deputados.

No caso do aterro sanitário de Duque de Caxias, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) constataram vazamentos de chorume com substâncias tóxicas no Rio Sarapuí e na Baía de Guanabara.

“Essa triste denúncia, feita por pescadores da colônia Jardim Gramacho, permitiu aos peritos da Polícia Civil constatar que a ação criminosa, que pode estar sendo praticada por uma empresa que administra o extinto aterro, a Gás Verde, está impactando a biota do manguezal, levando perigo para a flora e a fauna local, já que ali funciona um importante berçário de aves e outras espécies de aves e mamíferos menores”, relatou Simão Sessim.

O chorume é uma substância líquida resultante do processo de putrefação ou apodrecimento de matérias orgânicas, muito encontrado em lixões e aterros sanitários, e que, se não for tratado, pode atingir lençóis freáticos, rios e córregos.

O deputado disse que a Secretaria de Ambiente e Agronegócios de Seropédica também constatou, no último domingo, vazamento de cerca de 100 mil litros de chorume provenientes do Centro de Tratamento de Resíduos da região, sob a responsabilidade da empresa Ciclus Ambiental, que, coincidentemente fora criado para substituir o Aterro Sanitário de Duque de Caxias.

De acordo com o deputado existe a suspeita de que este outro grave crime ambiental possa ter atingido, o Aquífero de Piranema, localizado a 180 metros de profundidade, e que serve de reservatório entre a Zona Oeste da capital fluminense e as cidades de Seropédica, Itaguaí, Queimados e Japeri, na Baixada Fluminense.

“São dois crimes que precisam ser investigados, rigorosa e urgentemente, pelas autoridades ambientais, sob risco de vermos peixes contaminados, da mesma forma que frutas, verduras e legumes, na hipótese de uso desta mesma água na irrigação agrícola”, disse o parlamentar.

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