O Brasil é porto seguro para cerca de 8 mil refugiados

Mais de 60 milhões de pessoas vivem hoje fora de seus países de origem por causa de guerras, perseguições políticas ou crises econômicas.

Com esse número preocupante de refugiados, o deputado federal Simão Sessim (PP-RJ) destacou, no plenário da Câmara dos Deputados, que essas pessoas tiveram que fugir de perseguidos por motivos de raça, religião, opinião política, orientação sexual, entre outros motivos. “Todos, indistintamente, estão em busca de nova oportunidade de vida e de liberdade”, disse.

O deputado lembrou que o Rio de Janeiro que abriga atualmente cerca de 3 mil refugiados, foi a primeira unidade da federação a criar um plano de atendimento e atenção a esses expatriados.

Entre 2014 e 2015, pelo menos 834 pessoas pediram refúgio no território fluminense. Já no primeiro trimestre deste ano, se destacaram os pedidos de asilo vindo de migrantes da Síria, com 5,2% das solicitações, e os afegãos, que são, hoje, 2,9% do total de refugiados. Outros 2,4% são de venezuelanos, enquanto que 55% dos pedidos, até agora, neste trimestre, são de expatriados da República Democrática do Congo.

Não resta dúvida que a língua – primeiro passo para a integração na sociedade -, é também a primeira barreira que essas pessoas têm de vencer, quando pedem asilo aqui no Brasil. Por isso mesmo, desde março, o Governo fluminense promove um curso formal de português para os refugiados. O Brasil se transformou no porto seguro para esses novos compatriotas”, relatou Simão Sessim.

Em todo o País já são mais 8 mil refugiados de 79 nacionalidades distintas. “São refugiados, que se valem, em muitas das vezes, do que é chamado de estratégias negativas de sobrevivência, como o trabalho infantil, evasão escolar, mendicância e, em alguns casos, até a prostituição”, alertou o parlamentar.

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