Criminalidade leva população da Baixada Fluminense ao desespero

Por várias vezes o deputado federal Simão Sessim (PP-RJ) ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados, esse ano, para denunciar o aumento dos índices de criminalidade nos municípios da Baixa Fluminense. Na sessão dessa terça-feira (30), o deputado alertou que os 4 milhões de moradores da Baixada estão desesperados diante da violência que atinge a região.

Esse sentimento de fragilidade, de impotência da população, vem ocorrendo desde 2010, quando as Forças Armadas ocuparam favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em apoio à implantação das supostas e malsucedidas Unidades de Polícia Pacificadoras, as UPPs”, disse ele.

O Governo Federal concluiu que a situação é alarmante e que o Rio, em grave crise econômica, está se desintegrando, por isso, decidiu intervir na área de segurança e definir uma força-tarefa com a participação dos ministérios da Justiça, da Defesa e do Desenvolvimento Social e o governo do Estado do Rio de Janeiro.

Simão Sessim relatou que recentemente procurou o Ministro da Defesa Raul Jungman para pedir uma ação do Governo Federal, também na Baixada Fluminense.

Para fugir ao cerco policial, os bandidos da capital decidiram invadir a Baixada Fluminense, transformando aquela região no Quartel General do tráfico de drogas, de armas e de mais ações criminosas, como roubo de cargas, entre outras barbáries, transformando em verdadeiro inferno a então vida pacata daquela gente”.

Os prefeitos de Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Magé, Queimados e Mesquita, se reuniram no último dia 22, para criar o Consórcio Integrado de Gestão e Monitoramento da Segurança na Baixada Fluminense.

A ideia é criar uma central para a implantação de um sistema de monitoramento da região, com câmeras ligadas à Central de Segurança do Governo do Estado.

A medida, que está sendo liderada pelo prefeito de Nilópolis, Farid Abrão, prevê ainda a integração entre a Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros de todas as cidades envolvidas.

Trata-se, portanto de uma iniciativa há muito tempo sonhada pela população da Baixada Fluminense, que não aguenta mais ficar refém do crime organizado diante, digamos, da inércia do poder público”, concluiu Simão Sessim.

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