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Simão Sessim comemora crescimento do estado do Rio de Janeiro no ranking do PIB industrial do País

O deputado Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da Câmara dos Deputados, usou a tribuna do plenário, na quarta (27), para destacar o crescimento da indústria do Estado do Rio de Janeiro.

O parlamentar apresentou números da Pesquisa de Contas Regionais do IBGE, que coloca o Estado do Rio de Janeiro na vice-liderança no ranking nacional do PIB industrial do País, ultrapassando Minas Gerais, que detinha a posição em 2010.

A indústria fluminense que representava 10,7% do PIB industrial em 2010, elevou a participação para 12,3% em 2011.

São Paulo mantém a liderança com 31,3%, que, no entanto, ao contrário do Rio de Janeiro, registrou um recuo, em relação a 2010, quando sua participação no PIB industrial era de 33,3%.

“Esses números favoráveis do Rio de Janeiro me envaidece, como representante do povo fluminense, nesta Casa, como também gratificam o empenho do Governador Sérgio Cabral e o seu secretariado no sentido de fortalecer, cada vez mais, a economia do estado do Rio de Janeiro, através de uma política bem planejada e estratégica, que envolve, entre outra coisa, a promoção de incentivos para a captação de novas empresas para o território fluminense”, disse Simão Sessim.

Sessim explicou que o Estado do Rio de Janeiro reúne fatores essenciais para atrair novos investimentos como mercado, mão de obra qualificada e logística.

O principal exemplo segundo o deputado é o Complexo logístico e industrial do Médio Paraíba, que investirá R$ 200 milhões no município de Itatiaia, conforme anunciou o governo estadual. “O polo automobilístico do Médio Paraíba ganhará um reforço logístico a partir de 2014. A expectativa é de geração de 1,1 mil postos de trabalho. Futuramente, localizada na rodovia Presidente Dutra, terá galpões para locação e um terminal de integração entre transporte rodoviário e ferroviário”, afirmou.

De acordo com o IBGE o grupo formado por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná concentrava 65,2% do PIB em 2011 e só a Região Sudeste era responsável por 55,4% do PIB nacional.

Pronunciamento do deputado Simão Sessim (27/11/2013)

Preocupação com atos de vandalismo e confrontos entre policiais militares e baderneiros no Centro do Rio de Janeiro.

Preocupação com atos de vandalismo e confrontos entre policiais militares e baderneiros no Centro do Rio de Janeiro.

Preocupação com atos de vandalismo e confrontos entre policiais militares e baderneiros no Centro do Rio de Janeiro.

Sr. Presidente, eu não posso, em hipótese alguma, esconder a minha grande preocupação diante dos atos de vandalismo, destruição, tumulto e confrontos que vêm ocorrendo diariamente, entre policiais militares e baderneiros, no Centro do Rio de Janeiro.

As manifestações pacíficas dos professores fluminenses, em defesa dos seus direitos, com certeza, Senhor Presidente, nada tem a ver com a onda de quebra-quebra, depredação, pichação, lançamento de morteiros, rojões e coquetéis molotov contra pontos de ônibus, agências bancárias e prédios públicos, alguns deles históricos, além de destruição de equipamentos urbanos e queima de ônibus, conforme ocorreu na noite desta segunda-feira, na Cinelândia, durante, repito, protesto pacífico do Sindicato dos Profissionais da Educação.

As imagens veiculadas nas emissoras de televisão e também estampadas nas primeiras páginas dos jornais e revistas de todo o país, são terríveis e vergonhosas, mais parecendo uma guerra civil localizada. Prédios e lojas tentam se proteger dos impactos do vandalismo, como podem, alguns deles colocando tapumes em sua fachada.

São manifestações diárias, Senhor Presidente, que geralmente começam pacificamente, mas que depois tomam outro ritmo, com envolvimento de grupos radicais do chamado movimento Black bloc, infiltrados e encapuzados, que também fazem barricadas, ateiam fogo em lixo espalhados nas ruas, lançam fogos de artifício, atacam bancas de jornais e lojas, bares e restaurantes, cujos funcionários, apavorados, arriam suas portas.

São cenas preocupantes, sobretudo quando observamos ameaças também ao patrimônio particular, com baderneiros tentando danificar carros particulares estacionados nas imediações das áreas de conflitos, levando desespero à população.

A baderna virou rotina, conforme manchete de primeira página estampada na edição de hoje do jornal Extra, amedrontando o cidadão que deixa o seu local de trabalho, no final do dia, sem saber se vai chegar em casa ileso.

Alguma coisa precisa ser feita, Senhor Presidente, pelos órgãos competentes, para que a população carioca e fluminense possa reencontrar a paz e a esperança de viver com segurança.

Muito obrigado!

Pronunciamento do deputado Simão Sessim na tribuna (08/10/2013)

Retomada da Indústria Naval Fluminense

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, todos nós sabemos que a descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, em 2007, foi fundamental para que o então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apostasse todas as fichas no renascimento da indústria naval brasileira.

Pois bem, senhor presidente, o Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, senhor Júlio Bueno, está participando na tarde desta quarta-feira, no Hotel Sofitel, em Copacabana, de um evento que aborda exatamente a questão da retomada da indústria naval no Estado.

No encontro, que está sendo promovido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC-Rio), Júlio Bueno vai revelar que o Rio de Janeiro já é um dos principais pólos do setor naval offshore no Brasil e que por isso mesmo está vivendo um momento de forte aquecimento, após longo período de estagnação.

Esta notícia me deixa muito entusiasmado, senhor presidente, sobretudo, levando em consideração o fato de que a indústria naval offshore do Estado do Rio de Janeiro receberá nos próximos anos investimentos de R$ 1,2 bilhão. Como consequência, deverá criar simultaneamente cerca de 10.300 novos postos de trabalho em cinco estaleiros fluminense para atender à demanda gerada pelo pré-sal.

Esses investimentos, senhor presidente e nobres deputados, vão para estaleiros novos, estaleiros em fase de construção ou renovação de suas instalações, de olho, sobretudo, nas futuras encomendas da própria Petrobrás e TRANSPETRO de novas embarcações, como sondas, barcos de apoio, plataformas, navios petroleiros e, por aí a fora.

Na última segunda-feira, o Governo do Estado também anunciava que o BG Group, líder mundial em gás natural, vai instalar um Centro Global de Tecnologia no Rio de Janeiro. O projeto vai levar mais US$ 1,5 bilhão para a região nos próximos dez anos. O empreendimento, previsto para ser construído no Parque tecnológico da Cidade Universitária, na Ilha do Governador, faz parte ainda do total de US$ 30 bilhões que o grupo destinou para aplicar, até 2020, na exploração conjunta com a Petrobrás, do petróleo e gás do pré-sal.

São boas notícias, como esta que acabo de trazer ao conhecimento de Vossas Excelências, que nos estimulam a trabalhar, cada vez mais, nesta Casa do Povo, em busca dos instrumentos necessários para que possamos alavancar o progresso e o desenvolvimento no nosso País.

Era o que eu tinha a dizer no momento, senhor presidente.

Muito obrigado!

Discurso do dia 22/03/11

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na qualidade de representante do povo fluminense, eu não poderia deixar de trazer à tribuna desta Casa as minhas considerações pessoais sobre a histórica visita, ao Brasil, e à nossa querida Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, do Presidente dos Estados Unidos, Sr. Barack Obama, e sua família.

Foram dois dias memoráveis. O presidente Obama, bastante eloquente na sua postura frente à Nação brasileira, não nos poupou simpatia e tampouco cortesia no trato de suas convicções sobre a nova realidade brasileira.

É bem verdade, o Presidente Obama não chegou a dar sinais de avanços concretos sobre demandas centrais, defendidas com firmeza pela presidenta Dilma Rousseff, durante o encontro, no sábado, aqui, em Brasília, entre os dois países, sobre questões relacionadas á redução de barreiras comerciais a produtos brasileiros.

Mas, tivemos passos positivos, a exemplo do apreço do presidente norte-americano pela pretensão brasileira a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, bem como o explícito reconhecimento do Brasil como liderança global, em situação de igualdade com a China e a Índia. Ou ainda, a definição do país como parceiro estratégico na área de energia e nos investimentos.

É bem provável, Sr. Presidente e nobres Deputados, que esta visita ajude a lançar as bases de um novo relacionamento comercial entre os dois maiores países das Américas, do ponto de vista comercial, já que o governo norte-americano não esconde as suas expectativas diante da Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, prestes a acontecer no Brasil, além, é claro dos benefícios que advirão do nosso concorrido pré-sal.

Há até quem diga que a visita do Presidente Obama mostrou que será feito o que for do alcance do Governo dos Estados Unidos para abrir mercados e melhorar o intercâmbio. Foram, sem dúvida alguma, dois dias bastante significativos para os dois países, que buscam, cada vez mais, maior estreitamento do ponto de vista sociopolítico e econômico, focados que estão no processo da prosperidade e da paz mundial.

O Presidente Obama, foi da mesma forma bastante convincente na sua postura pública diante do povo brasileiro, a quem não poupou elogios. Para o homem que representa a maior potência mundial, já somos também a sétima maior economia do mundo e uma das que crescem mais depressa.

Em outras palavras, Sr. Presidente, o Brasil já é o futuro que todos nós tanto sonhamos e almejamos e, como ele mesmo, o Presidente Barack Obama, fez questão de frisar, esse avanço não aconteceu por mera sorte, mas pelo trabalho e perseverança do nosso povo.

Foi muito bom ouvir do presidente norte-americano, que os estados Unidos estão animados e que, por isso mesmo, querem participar do rápido crescimento do Brasil, através de cooperação mútua nas áreas da energia renovável, do nosso pré-sal, de infraestrutura e educação.

O que torcemos, Sr. Presidente e nobres Deputados, é para que a passagem do Presidente norte-americano sirva de fortalecimento às relações bilaterais de forma a que, juntos, possamos avançar na nossa prosperidade comum.

Saímos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na tarde do último domingo, alegres e emocionados com o discurso do Presidente Barack Obama que esbanjou carisma, simpatia, carinho e muito respeito pelo nosso povo.

Sr. Presidente, aproveito para solicitar a V.Exa. o registro na íntegra do referido discurso nos Anais desta Casa.

Era o que eu tinha a dizer.

Muito obrigado.

Discurso do dia 17/03/11

17/03/2011

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, permitam-me manifestar desta tribuna a minha enorme satisfação diante do quadro de prosperidade que tão bem ilustra, no momento, a ascensão da economia fluminense.

Só para ilustramos melhor esta situação, Senhor Presidente, o bom momento dos negócios gerados no Rio de Janeiro, na carona, é evidente, da exploração do petróleo e da produção de aço, sobretudo na região de Itaguaí, está fomentando a produção a ponto de ter colocado a Baixada Fluminense como a segunda maior geradora de empregos do estado.

Dados Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, a FIRJAN, mostram, por exemplo, que o mercado de trabalho no Estado do Rio, senhor presidente, acompanhou o ritmo nacional e fechou 2010 com recorde de criação de empregos na série histórica.

Foram 190 mil novos postos com carteira assinada, um saldo de 23,3% maior do que o registrado em 2008, o recorde anterior. Ainda de acordo com a FIRJAN, o saldo de contratações na Baixada Fluminense foi o segundo maior dentre as regiões do Estado, registrando 28.478 novos postos de trabalho formal.

Dados mais recentes, divulgados ainda ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, revelaram também que o Rio de Janeiro atingiu, agora, em fevereiro, outro recorde histórico na criação de empregos com carteira assinada. Foram mais 19.921 empregos formais, um crescimento fantástico de aproximadamente 140% em relação ao ano anterior, cujo resultado foi de 8.298 novas vagas.

Ontem, Senhor Presidente, o ministro Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, nos deu uma excelente notícia: ele anunciou aos jornalistas que cobriam a segunda reunião do Forum de Desenvolvimento Econômico, aqui em Brasília, que o Governo quer priorizar a elaboração do Programa Nacional do Ensino Técnico o PRONATEC).

A medida, Senhor Presidente, tem como objetivo enfrentar o seríssimo problema da carência de mão de obra por que passa o país em diferentes setores. Até porque, no momento, o que mais preocupa o governo da presidente Dilma Rousseff, é exatamente como enfrentar o desafio da falta de qualificação profissional num momento em que o mercado de trabalho se mostra bastante aquecido.

Sabemos que em alguns setores já há problemas de oferta de mão de obra, principalmente para mão de obra especializada, razão pela qual o Governo, através do Ministério da Educação, vem discutindo um amplo programa de formação no ensino profissionalizante.
Trata-se, portanto, Senhor Presidente, de uma louvável iniciativa, da qual somos os maiores incentivadores.

Era o que tínhamos para comentar no momento, Senhor Presidente.

Muito obrigada!

Discurso do dia 15/03/11

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu não poderia deixar de vir a esta tribuna para manifestar do fundo do meu coração a imensa felicidade que ainda me contagia por conta de mais uma esplendorosa e incontestável vitória da minha querida e amada escola de samba Beija-flor, este ano, na passarela da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Mais uma vez, venceram a determinação e a garra de uma escola de samba que se aliou à simplicidade do Rei da Música Popular Brasileiro, o cantor Roberto Carlos, para levar emoções à passarela.

Eu havia dito desta mesma tribuna, senhor presidente, uma semana antes do Carnaval, que havia chegado a hora de o povo botar para fora a felicidade, que não seria pouca, com certeza. E, foi de fato o que aconteceu na avenida. A Beija-Flor presenteou a Marquês de Sapucaí com o quesito exclusivo: a emoção de um Rei descontraído e perto do povo.

Aliás, senhor presidente e nobres deputados, como bem frisou o jornal O Globo, deste domingo, a Beija-Flor se transformou em uma fábrica de títulos. A vitória com diferença de 1,4 pontos sobre a Unidos da Tijuca, a vice-campeã do Carnaval, ajudou a consolidar uma hegemonia, diz a reportagem.

É verdade. Desde que fora alçada à elite do Carnaval carioca, em 1976, com o enredo antológico Sonhar com rei dá leão, a agremiação de Nilópolis conquistou 12 campeonatos e já é a terceira escola com maior número de títulos, só perdendo para a Portela e Mangueira, obviamente, por se tratarem de agremiações bem mais antigas nas passarelas do Rio de Janeiro.

São 11 vice-campeonatos, levando-se ainda em consideração o fato de que nos últimos 35 anos, a Beija-Flor esteve 29 vezes entre as três primeiras colocadas nos desfiles do Rio de Janeiro. Isto é magnífico.

Na mesma reportagem de O Globo, o jornal lembra o que já estamos cansados de frisar nesta mesma tribuna: que a Beija-Flor é uma escola que se fortaleceu investindo, e muito, em sua própria comunidade, que canta e dança harmonicamente, e que vibra, ganhando, por consequência, respeito do corpo de jurados e da opinião pública mundial.

E, por uma questão de justiça, não podemos deixar de destacar o grande comandante dessa e de todas as conquistas da campeoníssima Beija-Flor, o patrono da escola, Aniz Abraão David, que, como bem disse o Laíla, torna-se peça fundamental para a agremiação, por sua luta, pelo tratamento, pela dignidade com que conduz as coisas da escola. Ele orienta, se empenha, ao máximo; vibra e vence.

Por fim, estendo ainda a minha alegria e felicitações, à direção da escola, através de seu presidente Farid Abraão David: à Comissão de Carnaval nas pessoas do Laíla, Alexandre Louzada, Fran-Sérgio, Victor Santos e Ubiratan Silva; ao intérprete, Neguinho da Beija-Flor; aos mestres de bateria, Plínio e Rodney; à Raínha da Bateria, Raíssa Oliveira; ao mestre-sala, Claudinho, e à porta-bandeira, Selmynha Sorriso; ao estreante, na Comissão, Carlinhos de Jesus; aos componentes e a todos que aqueles que acreditaram mais uma vez no projeto da Beija-Flor, que se transformou em uma verdadeira escola de vida, amparando os menos favorecidos e preparando os jovens da comunidade para um futuro promissor.

Era o que eu tinha a dizer no momento, senhor presidente.

Desabafo contra a barbárie

O Senador Francisco Dornelles afirmou com justo motivo ao se referir, no Senado, à decisão do Congresso Nacional de redistribuir os royalties do petróleo: “A emenda que está sendo votada é a maior agressão que um Estado da Federação já sofreu em toda a História do Império e da República do Brasil. O Rio de Janeiro está sendo agredido de uma forma brutal na medida em que está perdendo todos os royalties de participação especial de campos já licitados, agredindo um direito adquirido, agredindo um ato jurídico perfeito”.

Eu, por mais que procure na língua pátria definir a situação, não encontro outra palavra a não ser barbárie! Nem covardia – palavra utilizada pelo governador Sérgio Cabral – serve, porque covardia é pouco; é sinônimo dos atos de violência praticados pelo mais forte contra o mais fraco, pelo simples prazer de vencer pela força – situação que, com rapidez, se resolve pela lei ou mesmo pela violência.

No caso presente, o ato significou a união dos representantes de todos os demais estados, fortes e fracos contra o Rio de Janeiro e contra o Espírito Santo, estados produtores de petróleo, com o claro objetivo de conquista pela pilhagem, numa atitude evidente, incontestável, de desprezo às normas legais e ao arrepio das instituições políticas aperfeiçoadas.

Perdoem-me os colegas, mas a votação da matéria na Câmara e depois no Senado, até pelo modo como ela foi comemorada, me trouxe à memória – memória de um velho professor – os atos de invasão dos francos, dos lombardos, dos visigodos, dos vândalos, dos anglos saxões, dos burgúndios, dos suevos, dos ostrogodos, que chegavam a outras terras com a intenção de tomar-lhes as riquezas pela força, sem respeito sequer às culturas que encontravam.

Dispensável queimar mais tempo com discursos que busquem explicar a ignomínia e com o blá, blá, blá, da compensação pelo tributo no destino e não na origem ou pelo caráter compensatório dos royalties. Tudo isso foi dito, sobejamente explicado, em prosa, verso, discurso, elaborações técnicas, formulações lógicas e de toda sorte e nada disso adiantou, porque as conquistas para pilhagem não se justificam pela lei ou pelos argumentos racionais: elas simplesmente ocorrem movidas pela ambição, pelo desejo incontido e passam por cima das leis e das instituições. São movimentos enlouquecidos pelo desejo de possuir pela humilhação, comportamento comum aos grupos que adquirem, unicamente por consideração numérica, sentimento de poder invencível.

Por isso, não venho à tribuna pedir a reflexão dos colegas para os aspectos técnicos, legais ou de justiça que, com sobra, justificam o saneamento da norma que retira do Estado do Rio de Janeiro o acesso aos royalties do petróleo da forma como ele estava estabelecido antes. Venho pedir, implorar, para que se volte ao campo da racionalidade; que se examine a matéria sem as emoções fortes que comandaram até aqui os movimentos e as decisões do Congresso Nacional sobre o assunto. É preciso restabelecer a ordem constitucional com rapidez. A responsabilidade que temos com o povo brasileiro não nos permite decidir contagiados pelas emoções de momento, pelo calor, às vezes até compreensível, de querer prestar o melhor serviço sem medir conseqüências.

Confirmada, a decisão do Congresso Nacional, retardará o momento histórico que o Estado do Rio de Janeiro, para o bem de toda a sociedade brasileira, vive de recuperação de sua imagem diante do mundo. Retardará, mas não inviabilizará, porque saberemos como agir e não nos deixaremos abater pela humilhação. Acima de tudo e para o bem de todos e não somente da população do Estado do Rio de Janeiro, sabemos que o Presidente Lula agirá quando chamado a se pronunciar e, se não agir, a Justiça Brasileira colocará as coisas no devido lugar.

É preciso ampliar as oportunidades

(Deputado Simão Sessim pronunciou o seguinte discurso em em 05/05/2010)

O Valor Econômico traz hoje um suplemento com extensa matéria sobre o Estado do Rio de Janeiro. O trabalho deixa claro que o governador Sérgio Cabral Filho, com velocidade, recupera para o estado, a imagem de pólo de desenvolvimento nacional, tendo como fator determinante para o sucesso deste projeto a decisão adotada por ele, desde o início de seu governo, de dar qualidade e eficiência à gestão fiscal.

“O Rio passou por um severo ajuste nos últimos anos, a partir da criação de sistemas de controle e transparência (…). Arrumar a casa era a primeira tarefa para conquistar credibilidade”, informa a matéria, para, em seguida, explicar, passo a passo, cada uma das decisões administrativas e de gestão fiscal adotadas pelo governador e por sua equipe, situação que conferiu ao Estado do Rio de Janeiro o selo de qualidade, representado pela categoria, “grau de investimento”, conferida pela agência de risco Standard & Poor’s, a mais importante do mercado financeiro internacional.

O Valor Econômico ouviu o Presidente da FECOMÉRCIO, Orlando Diniz, que fez um alerta sobre a necessidade de se resolver, diante dos investimentos previstos para os próximos três anos, a carência histórica que tem o Rio de Janeiro de mão de obra com formação e experiência. Sobre este ponto, é preciso agir com planejamento e rapidez, sob pena de não permitir que o trabalhador residente no Rio de Janeiro receba diretamente os benefícios da nova fase.

De fato, o Estado do Rio de Janeiro tem necessidade de dedicar atenção especial, ao problema e uma excelente iniciativa seria a expansão da rede de escolas profissionalizantes que há no estado, principalmente, para os municípios da Baixada Fluminense e bairros da zona oeste da Cidade do Rio de Janeiro, locais que receberão o impacto maior dos investimentos futuros.

Meus cumprimentos ao Governador Sérgio Cabral e a sua equipe pelo trabalho inteligente e corajoso que realizam a frente do governo do Estado do Rio de Janeiro e ao Valor Econômico pelo destaque que tem dado, no suplemento “Estados”, às boas experiências de gestão administrativa públicas e privadas, que temos no Brasil.

Com os meus cumprimentos, faço um apelo ao Governador para que ele junte às excelentes providências de gestão administrativa, fiscal e política do estado, a decisão urgente de ampliar as oportunidades de qualificação da mão de obra local, situação que dará ao trabalhador a chance de receber os frutos deste momento excepcional de recuperação econômica.

Era o que eu tinha a dizer no momento, senhor presidente!

Muito obrigado!