Tag archive: Professores

Se há erros, não culpem os professores

O jornalista Paulo Capelli noticiou na coluna Informe do jornal O DIA um fato que me chamou a atenção de maneira especial. O Ministério Público investiga a carência de professores na rede estadual de ensino e busca descobrir se o fato está ligado à cessão dos docentes, para outros órgãos do Governo do Estado.

A notícia passa a percepção de uma atitude incorreta por parte dos professores e abre a oportunidade para uma questão altamente relevante: que importância ou prioridade se dá à função?

O magistério deveria ser prestigiado pelos governos com salários e estruturas de trabalho, que estimulassem os professores à atuação nas salas de aula. Mas, infelizmente, não é o que acontece Brasil afora. Os salários são indignos e lamentáveis as estruturas.

Escola pelo Brasil

Os governos não prestam a atenção devida ao magistério, por isso, não percebem que a vida de um professor em sala de aula sob as melhores condições já é um desafio, em razão da situação social de insegurança e de desequilíbrio familiar. Por isso, os professores passam os dias a enxugar gelo, numa rotina que frustra-os pela incapacidade de mudar a realidade e eles, frustrados, buscam alternativas.

Sugiro ao Ministério Público, que investigue o modo como o governo do estado tem lidado com o magistério, para antes de descobrir se os professores fogem das salas de aula, saber que razões desestimulam os docentes a ponto deles abrirem mão do prazer de ensinar. Que saibam os agentes do Ministério Público uma verdade: sob as condições atuais só as pessoas verdadeiramente vocacionadas buscam o magistério como profissão. E, se não o exercem em plenitude, é motivos outros que não a falta da vocação.

Comemoração do fim da greve dos professores no Rio de Janeiro

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, eu havia previsto no dia de ontem, não foi em vão a minha ENORME torcida para que os profissionais da Educação fluminense chegassem a um bom senso, de forma a dar um fim à greve do magistério da capital e do Estado do Rio de Janeiro, que já dura quase três meses, causando sério prejuízo para dezenas de milhares de alunos.

Ontem, à noite, finalmente, a direção do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, o SEPE, entrou em acordo com representantes do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro, durante a audiência de conciliação convocada pelo ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal.

Graças a Deus, as atividades do ano letivo devem ser retomadas neste final de semana, com os alunos retornando à sala de aula, já na segunda-feira. Os acordos firmados deverão ser levados à Assembleia da categoria, agora, na sexta-feira. Mas, com certeza, a deliberação será pelo fim do movimento grevista.

Parabenizo a direção do SEPE e o Ministro Fux pelo belíssimo gesto moderador e de enorme grandeza em defesa da conciliação, que sela o fim de um impasse bastante prejudicial para os jovens alunos da rede pública, que estavam sem poder estudar, acarretando sérios riscos para o ano letivo em vigor.

Parabéns a todos!

Muito obrigado, Senhor Presidente!

Pronunciamento do deputado Simão Sessim na tribuna (23/10/2013)

Ministro Fux faz audiência de conciliação para propor fim da greve de professores do Rio de Janeiro

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, representante da bancada fluminense nesta Casa do Povo, estou torcendo, e muito, para que os profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 8 de agosto, portanto há cerca de 11 semanas, cheguem, finalmente a um consenso, ainda hoje à noite, durante a audiência de conciliação, com o Ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal.

A gente entende os motivos da paralisação dos professores, mas preocupa muito o longo tempo do movimento grevista, porque estádeixando dezenas de milhares de alunos das redes municipal e estadual fora da sala de aula, o que pode redundar em consequências ruins para parte da uma das etapas de formação intelectual desses jovens.

As cenas de violência, no confronto entre professores e Policiais Militares despreparados para a função, e que já viraram rotina durante as manifestações públicas, no Centro do Rio de Janeiro, também nos deixa apreensivos e sobressaltados.

O objetivo da audiência do dia de hoje, com o Ministro Fux, prevista para começar às 18h, é ouvir as partes – Magistério e Governos Municipal e Estadual -, envolvidas no processo que tramita no Supremo Federal, por conta do corte de pontos dos servidores grevistas.

Sua Excelência o Ministro Fux, como bom carioca que é, certamente conseguirá levar a bom termo este impasse que vem atormentando a vida de pais de alunos, da sociedade e, por que não dizer, também da própria categoria. E se assim o fizer, certamente a ação não precisará de julgamento no plenário da Corte Federal.

Isto posto, Senhor Presidente, só me resta a esperança do bom senso entre as partes, de forma a restabelecer a normalidade no ano letivo para cariocas e fluminenses.

Era o que eu tinha a dizer no momento, Senhor Presidente.

Muito obrigado!

Pronunciamento do deputado Simão Sessim na tribuna (23/10/2013)

Sessão solene em homenagem aos Professores

Sessão solene em homenagem aos Professores.

Sessão solene em homenagem aos Professores

O deputado Simão Sessim, segundo-secretário da Câmara dos Deputados, presidiu, na última terça-feira (15), sessão solene para homenagear os profissionais de ensino. O Parlamentar destacou a mais alta relevância da categoria para construção do país e para formação dos brasileiros. “Celebrar o Dia do Professor é ação imperativa àqueles que compreendem a devoção e o trabalho de homens e mulheres imbuídos do propósito de transmitir conhecimento às novas gerações, empenhados em ministrar valores éticos e morais àqueles que se dedicarão aos mais diversos campos de trabalho”, disse Simão Sessim.

O deputado Sessim concluiu o discurso reafirmando a homenagem aos professores e professoras, pela passagem de mais um dia que celebra não apenas uma profissão, mas, sobretudo, uma missão.

Homenagem ao Dia dos Professores.

Homenagem ao Dia dos Professores.

Homenagem ao Dia dos Professores. (Gustavo Lima/Acervo Câmara dos Deputados)

Homenagem ao Dia dos Professores. (Gustavo Lima/Acervo Câmara dos Deputados)

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, a minha presença na tribuna desta Casa do Povo é para prestar minhas homenagens ao Magistério brasileiro, neste 15 de outubro, data dedicada ao Dia do Professor.

Hoje é um dia muito especial, que exige de toda a Nação uma grande reflexão sobre o tratamento que a sociedade brasileira, sobretudo os nossos governantes, vêm dedicando a esta gloriosa, mas também sofrida categoria.

Afinal, Senhor Presidente, são os nossos Mestres, os nossos Professores, os nossos Educadores, os responsáveis por transformar as informações em conhecimento e em consciência crítica para formar cidadãos sensíveis, que almejem um mundo mais justo, produtivo e saudável para todos os brasileiros.

No entanto, Senhor Presidente e nobres Deputados, para a nossa tristeza e decepção, temos que amargar, exatamente neste dia de hoje, uma verdade nada animadora:

Uma pesquisa, recém-divulgada pela Fundação Varkey Gems, sediada nos Emirados Árabes, mostra que o Brasil, na verdade, não tem muitos motivos para festejar o Dia Mundial do Professor, já celebrado neste último sábado em mais de cem nações, pelo mundo afora.

Vejam os senhores, o nosso País ficou com o segundo pior lugar de um ranking que avalia a forma como a população enxerga a profissão do professor. Os pesquisadores fizeram perguntas como:

“Você encorajaria seu filho para se tornar professor?”. “Você acredita que a remuneração dos professores é justa?” e “Quanto você acredita que os alunos respeitam o professor?”.

As respostas dos brasileiros, Senhor Presidente, deixaram o País acima apenas de Israel, num ranking de 21 nações. E o lugar onde o professor tem o melhor status é a China. O índice mostra que a China, a Coréia do Sul, Turquia, Egito e Grécia respeitam mais os seus mestres do que qualquer país europeu ou anglo-saxão.

Para comparar o status do professor na percepção popular de cada país, a pesquisa levou em consideração dados abstratos como o prestígio do Magistério em relação a outras carreiras, como agente social e médico, e dados concretos, como salário médio da categoria nos diferentes países.

No Brasil, menos de 20% das pessoas entrevistadas disseram que, possivelmente ou seguramente encorajariam os seus filhos a se tornarem professor. Em contrapartida, mais de 45% dos pesquisados possivelmente ou seguramente não encorajariam seus filhos a se tornarem professor.

Pior ainda: quando questionados se os alunos respeitam os pedagogos, cerca de 65% dos brasileiros disseram que não. E enquanto brasileiros comparam o trabalho dos professores ao de bibliotecários, os chineses comparam seus pedagogos a médicos.

Isto é muito lamentável, Senhor Presidente!

A pesquisa também descobriu que, ao contrário do Brasil, nos países que mais respeitam o professor, muitos pais ainda hoje encorajam os filhos a seguir essa carreira

‘Nos resta como consolo, alguns dados da pesquisas, dando conta de que os brasileiros _ pelo menos isso _, apoiam salários mais altos do que os atuais para os educadores. Segundo ainda a pesquisa, 88%, dos entrevistados acreditam que os docentes deveriam ser remunerados de acordo com o desempenho dos seus alunos.

Por isso, apresentei o Projeto de Lei nº 6.409 /2013 que regulamenta o Fundo de Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação – FUNDEB para instituir programa de incentivo aos professores visando a melhoria da qualidade de ensino com objetivo de incentivar os docentes em atingir metas de melhoria do ensino que levaram em consideração, no mínimo, a evasão, a repetência e a proficiência em língua portuguesa e matemática. Com isso teriam uma gratificação pelo atingimento das metas de qualidade fixadas, correspondendo no mínimo a 50% do piso salarial do magistério.

De qualquer forma, o Dia do Professor mexe muito com a minha sensibilidade. Até porque, Senhor Presidente e nobres Deputados, tenho a honra de carregar no meu modesto curriculum esta valiosa profissão que marcou a minha própria vida, permitindo-me professar os princípios que sempre nortearam a vocação de Educador, pronto que sempre estive para transmitir ensinamentos em busca, não apenas da formação cultural, mas, sobretudo, do caráter que determina a conduta e a concepção moral de um cidadão.

O magistério, atividade tão mal compreendida por alguns, subestimada e desvalorizada por outros, ao longo do tempo me deu, Graças a Deus, os alicerces que permitiram erguer com segurança as vigas que ainda sustentam, até os dias de hoje, os nossos sonhos de ver um dia, em breve, o professor sendo respeitado e realmente valorizado pela sociedade brasileira.

Entendemos, Senhor presidente, que cabe ao professor a missão de ensinar a paz, a esperança e a solidariedade em defesa do saber e da consolidação de uma sociedade mais justa e menos desigual, para o bem de todos e felicidade geral desta Nação.

A todos os professores, a minha manifestação de carinho, ternura e amor. Certamente, não haverei de esquecê-los todos os dias, em minhas orações, suplicando a Deus que dê sabedoria o suficiente aos nossos governantes para que apaguem do quadro negro da Educação a triste lição da indiferença, da omissão e da injustiça, que deve ser abominada e reprovada por todos nós, alunos da esperança e da fé que depositamos em busca de dias melhores para o magistério brasileiro.

Muito obrigado!

Pronunciamento do deputado Simão Sessim na tribuna (15/10/2013)

Melhoria na qualidade da educação básica pode render aumento de salário aos professores

A Câmara dos Deputados começará a analisar nos próximos dias a criação de um programa de incentivo aos professores da educação básica. A proposta faz parte de um projeto de lei apresentado pelo Segundo-secretário da Câmara, deputado Simão Sessim (PP-RJ). O objetivo do deputado é estabelecer gratificações salariais para os professores nos estados e municípios que atingirem metas de melhoria do ensino. As metas serão definidas de acordo com o desenvolvimento de cada região, mas devem ser considerados alguns aspectos como: evasão escolar, a repetência e conhecimento em matemática e português.

A gratificação a ser paga aos professores não poderá ser inferior a 50% do piso salarial da categoria. O custo adicional com o programa de incentivo vai ser pago pelo Governo Federal com recursos que virão do Pré-sal. Para criar o programa os deputados terão que mudar a lei 11.494 que regulamenta o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB.

Para o deputado Simão Sessim os recursos do FUNDEB devem ser utilizados no financiamento de todos os níveis da Educação Básica, inclusive no pagamento do salário dos professores e no custeio de programas de melhora da qualidade da Educação e a formação dos professores. “Nossa propositura visa destinar uma parcela da complementação da união no FUNDEB para custear programas de incentivo à melhora de ensino nos Estados e Municípios”, destacou o deputado.

Melhoria na qualidade da educação básica pode render aumento de salário aos professores Melhoria na qualidade da educação básica pode render aumento de salário aos professores Melhoria na qualidade da educação básica pode render aumento de salário aos professores

Parabéns professores!

Cresce o grau de confiança do povo brasileiro nos professores.

O último número da revista Educação, na coluna Mosaico, de Beatriz Rey, traz uma excelente noticia para professores e alunos.

A GfK, empresa de pesquisa de qualidade, identificou um aumento significativo no grau de confiança que a população brasileira deposita nos professores do ensino fundamental e médio.O dado demonstra que entre 2009 e 2010, o índice de confiança saiu de 81% para 87%. Em 15 países da Europa, nos EUA e Colômbia, o índice é menor: 84%.

O dado é relevante e sinaliza para os governos a existência na sociedade de um grupo de pessoas capaz de promover o desenvolvimento social com base em virtudes morais importantes.

Como professor, sinto orgulho com o dado, sem duvida, fruto do trabalho abnegado de profissionais que, no Brasil todo, enfrentam com galhardia toda sorte de adversidades. Fora da sala de aula, sinto orgulho.

Parabéns, UNIFESO! Parabéns Professora Denise Leite Maia Monteiro!

Atento às questões que envolvem a cidade de Teresópolis e sua população, o deputado Simão Sessim, encontrou a notícia importante sobre o trabalho de um dos professores da UNIFESO.

O deputado Simão Sessim mantém estreitas relações políticas com Teresópolis e, por conta disso, está sempre atento às notícias que falam sobre a Cidade e sobre a sua população. Uma, em especial, chamou a sua atenção no momento em que ele retomava a leitura, depois da cirurgia a que foi submetido no ombro esquerdo.

Ele, então, resolveu publicá-la, pela importância que ela tem como efeito-demonstração do resultado da qualidade do ensino que há em Teresópolis e da relevância do papel dos professores para o grau desta qualidade.

A notícia fala sobre o trabalho da professora Denise Leite Maia Monteiro, que realiza um bom trabalho na UNIFESO, Centro Universitário da Serra dos Órgãos.

A notícia está publicada no site www.guiatere.com, que o deputado segue no twitter, e reproduz uma nota da  Assessoria de Comunicação Social da UNIFESO. Diz  ela:

“Os trabalhos de pesquisa realizados pelos docentes do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) têm sido, cada vez mais, valorizados e reconhecidos no país e no mundo. Depois de ter apresentado dois trabalhos no Congresso de Montpellier, na França, a tese de doutorado da professora Denise Leite Maia Monteiro, da disciplina Obstetrícia e Ginecologia do curso de Medicina, e doutora em Saúde da Criança e da Mulher, foi publicada em uma conceituada revista internacional.

Defendida em agosto de 2008, no Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz, a tese “Lesões Intra-Epiteliais Cervicais em Adolescentes: Incidência e Prognóstico em dois anos” teve o objetivo de avaliar a incidência das lesões no colo uterino causadas pelo vírus HPV em adolescentes que apresentavam vida sexual há, no máximo, um ano, e avaliar ainda a evolução dessas lesões em um período de dois anos de seguimento estudo, realizado aqui no Brasil, foi destaque na revista norte-americana “Journal of Pediatric and Adolescent Gynecology” no mês de agosto.

Resultados do empenho e da dedicação.

Para concluir este trabalho, foram cinco anos acompanhando 403 adolescentes após o início da atividade sexual, atendidas no Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro. A partir daí, a pesquisa constatou que a incidência de lesões cervicais, no primeiro ano de atividade sexual, foi de 24,1%, o que significa que 1 em cada 4 adolescentes desenvolve lesão intra-epitelial cervical já no primeiro ano de vida sexual, alcançando 40% em cinco anos de vida sexual.

O estudo também revelou que grande parte dos casos de infecção por HPV não causa sintomas. Entretanto, nos casos persistentes, pode levar ao desenvolvimento de lesões que antecedem o câncer do colo do útero. “Felizmente, confirmamos grande taxa de regressão dessas lesões, mesmo nos casos de lesões de alto grau, que alcançou 50%. No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas por um tipo viral oncogênico poderá desenvolver câncer de colo uterino quando não são adotadas medidas preventivas”, acrescentou a Doutora Denise.