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Simão Sessim pede atenção para crescimento de desemprego

No Brasil, 1,9 milhões de pessoas estão sem emprego e o número aumenta a cada nova pesquisa do IBGE. Com este índice preocupante, o deputado federal Simão Sessim (PP/RJ se dirigiu aos demais deputados durante sessão da Câmara, nesta quarta-feira (25). O parlamentar disse que vê com muita preocupação a situação desses trabalhadores.

Essa semana, assisti à matéria na TV Globo sobre uma fila de mais de um quilômetro composta por mais de 20 mil pessoas, à procura de emprego. Um conjunto de pessoas que fizeram declarações de machucar o coração da gente. Muitos na fila estão à espera de uma oportunidade não há alguns dias ou semanas, mas meses, anos. Como será o dia de cada uma daquelas pessoas? Como fazem para se alimentar, se movimentar à busca de emprego?”, falou Simão Sessim.

Para muitas dessas pessoas, o final do ano seria a oportunidade para empregos temporários, em razão das festas e compras do final do ano. Ocorre que a economia está em queda livre e os sindicatos do setor indicam uma queda de 35% no número dos empregos temporários.

Nós aqui na Câmara, no Congresso Nacional, representantes de toda essa multidão, deveríamos diante desse drama nacional, interromper por alguns instantes a preocupação com a política, com a disputa de poder para queimar as nossas energias, criatividade, dedicação na análise do problema e busca de uma solução”, ressaltou o parlamentar.

Simão Sessim lembrou o saudoso Gonzaguinha que criou uma poesia, que se fez letra numa das mais famosas músicas dele, que deveria ser “um mantra” para a Câmara dos Deputados: “Um homem se humilha se castram seu sonho. Seu sonho é sua vida e a vida é trabalho. E sem o seu trabalho, o homem não tem honra e sem a sua honra, se morre, se mata. Não dá pra ser feliz”.

“Apagão de mão de obra qualificada?”

O professor Naércio Menezes Filho, num artigo publicado pelo Valor Econômico, estabelece, com dados, a relação entre salários, cultura e formação.

Pela foto, Naércio Menezes Filho me pareceu muito jovem, mesmo assim ele tem graduação em Economia pela Universidade de São Paulo, mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Economia pela University College London. Além disso, é professor titular do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa; Coordenador do Centro de Políticas Públicas e professor Associado da Universidade de São Paulo. O professor Naércio escreve regularmente no jornal Valor Econômico e publicou na edição de sexta-feira um artigo que inicialmente me chamou a atenção pelo título: “Apagão de mão de obra qualificada”.

Com dados precisos, o professor afirma:

“O preço relativo da educação é dado pelo diferencial de salário que as pessoas mais educadas recebem no mercado de trabalho. Assim, se a demanda por um grupo educacional estiver crescendo a um ritmo superior à sua oferta, o diferencial de salário dos trabalhadores desse grupo, com relação ao nível imediatamente abaixo, também deve crescer”

Os dados demonstram, no primeiro instante da argumentação, que tanto maior o número de profissionais qualificados, tanto menores serão os salários recebidos pelo grupo, uma situação que obedece a lei econômica da oferta e procura.

Contudo, uma vez no novo patamar, o profissional descobre que pode, com mais formação, atingir um nível salarial maior e, em cadeia, segue do curso superior para o mestrado, daí para o doutorado e assim por diante. “Quem fica mais tempo na escola aumenta sua produtividade, vive mais, vota melhor e cuida do ambiente”, diz o professor Naércio.