Simão Sessim pede suspensão de demissão em massa de profissionais do INCA

O segundo-secretário da mesa diretora da Câmara, deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), usou a tribuna da Câmara dos Deputados para fazer um apelo ao Ministro da Saúde, Arthur Chioro. O parlamentar quer evitar a demissão em massa no INCA (Instituto Nacional do Câncer) até o mês de março de 2015, de mais de 500 profissionais da instituição.

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O Instituto Nacional do Câncer, está prestes a sofrer um golpe cruel”, disse Simão Sessim.

Por determinação do Tribunal de Contas da União, o INCA tem que demitir todos os funcionários terceirizados. Hoje, 583 servidores da instituição são contratados pela Fundação Ary Fauzino e são regidos pela CLT, modelo considerado ilegal pelo TCU para o serviço público.

A demissão em massa, já dada como certa pelo Ministério da Saúde, terá enorme impacto, sobretudo na área assistencial da instituição. Inviabilizará, por exemplo, o funcionamento das unidades de Cuidados Paliativos e de ginecologia, com a interrupção, eu diria, irresponsável, de atividades na Unidade Transfusional, no Serviço de Radiologia e no próprio CTI, entre outras perdas irreparáveis”, falou o deputado.

Para o deputado, com as demissões o INCA passará por um sério e difícil momento e vai ter que se redescobrir como instituição. “A perda de um conhecimento acumulado em mais de 20 anos e o engessamento natural do modelo puro da Administração Direta, totalmente incompatível com uma instituição que atua na fronteira do conhecimento irão provocar um momento de inflexão no INCA”, comentou o parlamentar.

O segundo-secretário mostrou aos deputados no Plenário da Câmara números sobre a evolução do câncer no Brasil que assustam.

São mais de oito milhões de casos novos a cada ano, o equivalente a um aumento de cerca de 40%, somente nas últimas duas décadas.

Dados da Organização Mundial de Saúde revela uma estatística ainda mais estarrecedora, em 2030, pelo menos 22 milhões de pessoas, entre homens, mulheres e crianças serão diagnosticadas com câncer, por ano, e 13 milhões, certamente morrerão vítimas da doença.

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