Seropédica e o desespero das chuvas

O SR.DEPUTADO  SIMÃO SESSIM

(Pronunciou o seguinte discurso em 13/04/2010)

– Sr. Presidente, manifesto a minha solidariedade ao amigo e Prefeito de Seropédica Darci dos Anjos Lopes, que, a exemplo de Prefeitos de outras cidades fluminenses, também sofreu — e muito — com o impacto das chuvas da semana passada que castigaram de forma cruel e impiedosa a população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Felizmente, Sr. Presidente, Seropédica não registrou perda de vidas, como aconteceu na capital e em outros municípios. Na semana que passou, Seropédica registrou momentos de muita tensão, aflição e desespero ao ficar com seis bairros praticamente submersos ao longo da BR-465, antiga rodovia Rio-São Paulo, devido ao transbordamento do Rio Guandu, que desabrigou cerca de 5 mil pessoas. Pude constatar pessoalmente o desespero das pessoas atingidas pelas chuvas.
Sr. Presidente, quero também agradecer ao Presidente Lula e ao Governador Sérgio Cabral pelas providências.
(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu gostaria de manifestar da tribuna desta Casa a minha solidariedade ao amigo e prefeito de Seropédica, senhor Darci dos Anjos Lopes, que, a exemplo de prefeitos de outras cidades fluminenses, também sofreu, e muito, com o impacto das chuvas da semana passada que castigaram de forma cruel e impiedosa a população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Felizmente, senhor presidente, Seropédica não registrou perda de vidas, como aconteceu na capital e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Paulo de Frontin, Magé e Nilópolis, onde já foram contabilizados mais de 230 mortos, até a noite de ontem.
Segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (ARPENRJ), pelo menos 54 pessoas ainda estão desaparecidas no morro do Bumba, em consequência do deslizamento de terra ocorrido na noite do último dia 7.
Mas, Seropédica viveu durante a semana que passou momentos de muita tensão, de muita aflição e desespero, ao ficar com seis bairros praticamente submersos, ao longo da BR-465, antiga rodovia Rio-São Paulo, devido ao transbordamento do Rio Guandu, que vitimou cerca de 5 mil pessoas em suas próprias casas.
Eu pude constatar pessoalmente o desespero das pessoas atingidas pelas chuvas e do próprio prefeito, que, não sabemos por quais motivos, mesmo decretando estado de emergência na cidade, ainda assim demorou a receber a ajuda tão necessária para socorrer os desabrigados e desalojados.
De qualquer forma, o prefeito Darci dos Anjos, conseguiu manter a ordem na cidade, que já está retornando à sua plena normalidade. Graças a Deus!
Aliás, senhor presidente, eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer ao presidente Lula a sua pronta ação direcionada ao Estado do Rio de Janeiro.
Ontem, em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Sua Excelência disse que o Governo Federal fará tudo o que for necessário para ajudar o Estado do Rio de Janeiro, após a tragédia causada pela chuva na última semana.
Da mesma forma, felicito também o governador Sérgio Cabral, que não está medindo esforços para amenizar o sofrimento das famílias vitimadas pela chuva. Ele anunciou que vai disponibilizar R$ 1 bilhão para a construção de habitação destinada aos desabrigados, da mesma forma que também implantará um Plano Diretor de Remoção, que passa a classificar as áreas de risco em todo o Estado.
O governador anunciou também que no próximo dia 15 ele se reunirá com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin Filho, para a liberação de R$ 5,3 bilhões do Plano de Ajuste Fiscal para o Estado do Rio de Janeiro, sendo que R$ 1 bilhão, como eu disse ainda há pouco, será aplicado exclusivamente na área de habitação.
Até amanhã, quarta-feira, o governador anuncia o Plano, que irá avaliar e dividir as áreas de risco em quatro estágios: azul, de baixo risco; amarelo, de médio risco; vermelho, de alto risco; e preto, de altíssimo risco. Quem estiver nessa última categoria deverá ser retirado do local, de forma compulsória e imediatamente, além de receber o Aluguel Social por um ano.
É bem verdade, senhor presidente, o brasileiro só costuma botar tranca na porta depois de a casa ter sido arrombada. Mas, de qualquer forma, a iniciativa do governador Cabral merece o nosso aplauso, porque pode contribuir para que não tenhamos mais que chorar, amargamente, tanta desgraça, como a que ainda estamos vivenciado nos dias de hoje na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Era o que eu tinha a dizer neste momento, senhor presidente. Muito obrigado!

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