É tempo de voltar ao trabalho.

Houve o recesso do Congresso Nacional; houve Natal; aconteceu o réveillon e o ano de 2013 está aí. Tentei descansar todo esse tempo, mas não foi possível. Precisei dar e buscar soluções para problemas que me vieram das eleições. Fazer o quê? A vida política exige muito da gente e é uma tarefa que gosto de cumprir.

Mas, seja como for, estou de volta ao dia-dia da Câmara dos Deputados e uma pauta extensa de trabalho me espera na Comissão de Minas e Energia, que eu presidirei até fevereiro. Por lá passam, no momento, temas altamente relevantes para a sociedade brasileira, que vão do fornecimento de energia elétrica à política de abastecimento de combustíveis, passando pela análise dos impactos ambientais causados pelo setor de produção de energia.

O Regimento da Câmara dá aos presidentes das comissões permanentes o mandato de apenas um ano e, por isso, deixarei a Presidência da Comissão e partirei para novos desafios.

Quero centrar o meu mandato em pelo menos três temas importantes. O primeiro, a aplicação correta da Lei de Resíduos Sólidos para buscar uma solução efetiva e definitiva para o depósito do lixo, um os mais graves problemas enfrentados pelos municípios brasileiros.

Esse tema passou por minha vida política algumas vezes. A primeira, quando fui prefeito de Nilópolis. A situação era grave, mais grave que atualmente. Como não tinham onde colocar o lixo, as prefeituras criavam à beira das estradas os lixões.

Pressionei tanto o governador do estado na busca de uma solução que ele, naquele tempo, o Vice-Almirante Faria Lima, me designou, assim que deixei a prefeitura de Nilópolis, coordenador do trabalho conjunto com os prefeitos da Baixada Fluminense para tratar o tema.

Não havia muito, o Governador Faria Lima, criara a FUNDREM, Fundação para o Desenvolvimento Metropolitano. Lá, exerci as minhas funções e participei do grupo de trabalho que criou a COMLURB, no Município do Rio de Janeiro e Aterro de Gramacho.

Gramacho foi desativado há poucos anos. Criado para existir por dez anos, ele sobreviveu 30 e, por isso, criou os problemas que criou. Faltou planejamento, depois da criação como faltou agora, na desativação, motivo, que enlouquece a vida dos prefeitos da Baixada Fluminense. O lixo nas ruas decidiu a eleição em alguns municípios e os prefeitos que venceram já começam a entender que o tema que usaram para derrotar os seus adversários pode ser instrumento também para sua derrota mais adiante.

Bem, quero dedicar este ano na Câmara dos Deputados ao trabalho de encontrar soluções para este tema.

Outro assunto na minha pauta é a autonomia municipal. Eu compus a Assembleia Nacional Constituinte, quando o tema esteve presente e, de certa forma, foi resolvido. Aumentamos muito o acesso dos municípios aos recursos fiscais. Acontece que com o tempo, a centralização voltou a acontecer e hoje as cidades e seus prefeitos não conseguem sobreviver sem baterem de porta em porta nos Ministérios em Brasília.

Por fim, manterei vigilância sobre a educação com atenção especial para os cursos profissionalizantes, um trabalho que desenvolvo também desde o meu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. A presidenta Dilma melhorou muito o quadro, aproveitando-se das bases criadas pelo ex-presidente Lula, mas há ainda muito por fazer no campo da qualificação profissional dos nossos jovens.

Bem, inicio o ano parlamentar com disposição para o trabalho e com a esperança de que Deus em sua infinita bondade me dê saúde para cumprir a honrosa missão que a população do Estado do Rio me concede de poder servi-lo.

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