Discurso do dia 15/03/11

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu não poderia deixar de vir a esta tribuna para manifestar do fundo do meu coração a imensa felicidade que ainda me contagia por conta de mais uma esplendorosa e incontestável vitória da minha querida e amada escola de samba Beija-flor, este ano, na passarela da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Mais uma vez, venceram a determinação e a garra de uma escola de samba que se aliou à simplicidade do Rei da Música Popular Brasileiro, o cantor Roberto Carlos, para levar emoções à passarela.

Eu havia dito desta mesma tribuna, senhor presidente, uma semana antes do Carnaval, que havia chegado a hora de o povo botar para fora a felicidade, que não seria pouca, com certeza. E, foi de fato o que aconteceu na avenida. A Beija-Flor presenteou a Marquês de Sapucaí com o quesito exclusivo: a emoção de um Rei descontraído e perto do povo.

Aliás, senhor presidente e nobres deputados, como bem frisou o jornal O Globo, deste domingo, a Beija-Flor se transformou em uma fábrica de títulos. A vitória com diferença de 1,4 pontos sobre a Unidos da Tijuca, a vice-campeã do Carnaval, ajudou a consolidar uma hegemonia, diz a reportagem.

É verdade. Desde que fora alçada à elite do Carnaval carioca, em 1976, com o enredo antológico Sonhar com rei dá leão, a agremiação de Nilópolis conquistou 12 campeonatos e já é a terceira escola com maior número de títulos, só perdendo para a Portela e Mangueira, obviamente, por se tratarem de agremiações bem mais antigas nas passarelas do Rio de Janeiro.

São 11 vice-campeonatos, levando-se ainda em consideração o fato de que nos últimos 35 anos, a Beija-Flor esteve 29 vezes entre as três primeiras colocadas nos desfiles do Rio de Janeiro. Isto é magnífico.

Na mesma reportagem de O Globo, o jornal lembra o que já estamos cansados de frisar nesta mesma tribuna: que a Beija-Flor é uma escola que se fortaleceu investindo, e muito, em sua própria comunidade, que canta e dança harmonicamente, e que vibra, ganhando, por consequência, respeito do corpo de jurados e da opinião pública mundial.

E, por uma questão de justiça, não podemos deixar de destacar o grande comandante dessa e de todas as conquistas da campeoníssima Beija-Flor, o patrono da escola, Aniz Abraão David, que, como bem disse o Laíla, torna-se peça fundamental para a agremiação, por sua luta, pelo tratamento, pela dignidade com que conduz as coisas da escola. Ele orienta, se empenha, ao máximo; vibra e vence.

Por fim, estendo ainda a minha alegria e felicitações, à direção da escola, através de seu presidente Farid Abraão David: à Comissão de Carnaval nas pessoas do Laíla, Alexandre Louzada, Fran-Sérgio, Victor Santos e Ubiratan Silva; ao intérprete, Neguinho da Beija-Flor; aos mestres de bateria, Plínio e Rodney; à Raínha da Bateria, Raíssa Oliveira; ao mestre-sala, Claudinho, e à porta-bandeira, Selmynha Sorriso; ao estreante, na Comissão, Carlinhos de Jesus; aos componentes e a todos que aqueles que acreditaram mais uma vez no projeto da Beija-Flor, que se transformou em uma verdadeira escola de vida, amparando os menos favorecidos e preparando os jovens da comunidade para um futuro promissor.

Era o que eu tinha a dizer no momento, senhor presidente.

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