“Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor”

(Deputado Simão Sessim pronunciou o seguinte discurso em em 29/06/2010)

A Associação Comercial do Rio de Janeiro tem 201 anos de existência e, em razão disso e do cuidado daqueles que foram seus dirigentes ao longo da história, acumula informações e experiências quase singulares sobre a vida econômica e política da Cidade do Rio de Janeiro.

Como a Cidade foi Capital da República até 1960, a Instituição tem um histórico de mais de 151 anos de intimidade com os assuntos econômicos, políticos e sociais de âmbito nacional. Só o Banco do Brasil teria um relacionamento mais longo com o setor produtivo brasileiro, se não ficasse inativo entre 1829 e 1851.

Some-se a este fenômeno a presença no corpo de diretores da Associação, ao longo da história do Brasil e da economia carioca, das mais expressivas personalidades políticas e econômicas brasileiras, entre elas, o engenheiro Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, seu terceiro presidente, e teremos um colegiado – a Casa de Mauá – com elevado nível de autoridade moral e competência para pensar o Brasil e propor com seriedade, medidas que respondam às expectativas da sociedade brasileira.

É, em resumo, o que disse o Dr. Humberto Motta, Presidente do Conselho Superior da Associação, no discurso com o qual empossou o Doutor José Luiz Alquéres na Presidência da Organização: “A ACRJ, desde sua origem, atua como berço de idéias renovadoras para o Brasil. Da independência à proclamação da República, da abolição da escravatura à Consolidação das Leis do Trabalho. Sempre pioneira na liderança do processo de modernização do País”.

O documento, “Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor”, elaborado recentemente a partir dos debates promovidos nos Conselhos Empresariais da Associação Comercial do Rio de Janeiro e dos subsídios que ela recebeu de outras organizações sérias da sociedade civil, é mais um conjunto – o mais novo – de “idéias renovadoras para o Brasil”.

Tenaz, consistente, o documento organiza e sintetiza as prioridades que os “cidadãos, agentes de mercado, membros da sociedade civil e empresários apontam ao governo, divididas em sete categorias: Gestão Administrativa, Política Nacional, Política Internacional, Política Econômica, Política Social, Infraestrutura Sustentável e Política Regional”, página 05 da Declaração.

Depois de ler atentamente o trabalho, que está construído com base nos conceitos de liberdade, solidariedade, justiça, sustentabilidade, felicidade e ética, página 04 da Declaração, e de analisar cada um dos seus pontos à luz do momento especial que estamos vivendo de recuperação da imagem do Brasil e, em especial, do Estado do Rio de Janeiro, entendi que ele deveria compor os Anais da Câmara dos Deputados.

Esta Casa, assim como a Casa de Mauá, precisa manter em seus arquivos os registros históricos de maior significado para a população brasileira e, no caso presente, com a responsabilidade adicional de assegurar que as propostas oferecidas pela Associação Comercial do Rio de Janeiro, de fato, germinem – não caiam no esquecimento.

Mais a mais, a Declaração do Empresariado, independente do seu acolhimento pelos candidatos, contém sugestões úteis para o momento novo que vive o País. A proposta traz a assinatura do grupo dirigente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, para o biênio 2009/2011, liderado pelo Presidente José Luiz Alquéres, engenheiro que pelos inúmeros serviços de qualidade prestados ao Brasil e pelo currículo que construiu ao longo de sua vida profissional dispensa maiores apresentações.

Com a experiência de lidar com setor produtivo nacional há muito tempo, José Luiz Alquéres inseriu na abertura do documento, um sinal de alerta para os destinatários: “O Empresário é o grande agente acelerador do progresso econômico e social, gerando emprego, pagando impostos dos mais elevados no mundo e mantendo o país funcionando – com ou sem crise – porque sua atividade se mescla com o dia-a-dia de toda a população.

E, há que se destacar também, com mérito para todos os demais membros dos diversos núcleos de gestão e Conselhos Empresariais da Associação Comercial e num tempo de possibilidade real de se ter uma mulher na Presidência do Brasil, a presença no colegiado da organização das senhoras Clara Steinberg, Maria Silvia Bastos Marques, Rosiska Darcy de Oliveira, Vanessa Rouvier e Marta Arakaki.

Tenho certeza, que, servindo de base para o trabalho do próximo ou da próxima Presidente da República, a Declaração do Empresariado para um Brasil Melhor abrirá novas janelas de oportunidades para o Brasil a partir da ação progressiva e contínua das medidas eficazes de gestão econômica e social aplicadas pelo Presidente Lula.

Mas, eu não poderia encerrar um pronunciamento que tem como ânimo a atuação brilhante da Associação Comercial do Rio de Janeiro sem render uma homenagem especial e, infelizmente, póstuma, a um dos seus ex-presidentes, o empresário carioca, Arthur Sendas. Uma figura humana de especial relevo, que sempre acalantou o sonho de conhecer um Brasil e um Rio de Janeiro com as qualidades que se avizinham.

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