Contra a Injustiça, em defesa do Rio.

Contra a Injustiça, em defesa do Rio.

Contra a Injustiça, em defesa do Rio.

Desde a provocação do deputado Ibsen Pinheiro com o projeto que distribuía dos royalties do petróleo, em visível prejuízo dos estados produtores, tenho me pronunciado – levantado a minha voz – contra esse absurdo.

Foram vários pronunciamentos, entrevistas à imprensa e conversas com os eleitores. Na quinta-feira, dia 10, participei do comício e dos movimentos promovidos pelo Governador Sérgio Cabral, na Candelária. Foi um encontro que demonstrou a força que temos como sociedade.

A melhor matéria sobre o evento foi preparada pelo site do jornalista Sidney Rezende, material que reproduzo mais adiante.

Antes, reproduzo o pronunciamento que fiz na Câmara dos Deputados para inserir nos anais da Casa, um excelente editorial do Jornal O DIA.

Discurso proferido na Câmara sobre Editorial do Jornal O DIA:

Senhor Presidente, eu gostaria de parabenizar o oportuno editorial publicado na quinta-feira da semana passada, no jornal O Dia, intitulado: “Covardia contra o Rio de novo”. Ele aborda, com muita propriedade, a indecente, indecorosa, irresponsável e draconiana proposta de divisão dos royalties do petróleo, aprovada no Senado da República.

Torno-me também signatário da Carta Aberta preparada pelo jornal O Dia para ser encaminhada à Presidente Dilma Rousseff, em quem a população fluminense está depositando todas as esperanças, no sentido de que vete a medida, se aprovada na Câmara, lógico.
A proposta pune de forma covarde o Estado do Rio de Janeiro e 87 Municípios da região que recebem recursos dos royalties do petróleo.
Estou chocado e muito triste, Sr. Presidente. Afinal, foi um golpe cruel e covarde, não resta a menor dúvida, impondo perdas inestimáveis à população fluminense, que corre o risco de arcar com um prejuízo aproximado de R$4,3 bilhões, já no ano que vem, chegando a R$6,7 bilhões, em 2018.

Como bem frisou o Governador Sérgio Cabral, a proposta do ilustre Senador Vital do Rêgo chega às raias da irresponsabilidade, representando o caos para o Rio de Janeiro. E não é só isso, Sr. Presidente. Está claro que a aprovação do substitutivo, no Senado Federal, além de retirar alguns bilhões de reais dos cofres fluminenses, representa também uma mudança inconstitucional à divisão de recursos federais e ao próprio conceito de compensação que embasa os critérios para a divisão dos royalties, como bem observou o editorial de O Dia.
Trata-se, portanto, Sr. Presidente, de uma medida eleitoreira, que, com certeza, será rechaçada nesta Casa pelos Deputados de bom senso, compromissados que estão com a justiça e o respeito à Constituição Federal.
Por isso mesmo, vamos todos atender à convocação do Governador Sérgio Cabral para a passeata Rio contra a Covardia, dia 10 de novembro, na Candelária.
Temos todos nós da bancada fluminense, da mesma forma, a certeza de que, a persistir tamanha covardia, a Presidente Dilma Rousseff, com o seu equilíbrio e senso de espírito público, haverá de intervir, vetando a medida, pelo bem de todos e felicidade geral do povo do Estado do Rio de Janeiro.Era o que tinha a dizer no momento, Sr. Presidente.
Muito obrigado.

Matéria Publicada pelo site do jornalista Sidney Rezende: http://www.sidneyrezende.com/noticia/152250

A caminhada chamada de “Contra a covardia – Em defesa do Rio”, de iniciativa do governador Sérgio Cabral, reúne cerca de 150 mil pessoas, de acordo com a Guarda Municipal, no fim da tarde desta quinta-feira no Centro da cidade. O protesto é contra a redistribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados da federação. Além de populares, políticos e muitas pessoas de outras cidades compareceram. Mais cedo, as autoridades disseram que o número de pessoas era 200 mil, mas a informação foi corrigida durante a noite.

Até o fim da tarde, os bombeiros já haviam realizado quatro atendimentos. O caso mais grave foi de uma torção no pé. A maioria dos atendimentos que acontece é devido ao calor, que é forte no Rio de Janeiro nesta quinta. Chama a atenção na passeata a desorganização. Sem banheiros químicos espalhados, muitos dão seu jeito na rua mesmo. A sede dos bombeiros para atendimento também era difícil de ser localizada.

A concentração começou pouco antes das 15h na Candelária. A passeata seguiu pela Avenida Rio Branco chegando no palco montado na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores.

Depois da passeata, foi a hora de show. Um dos que se apresentaram foi Lulu Santos, que também deixou seu recado sobre o movimento. “A maioria tem uma vontade que tem que prevalecer agora, para que a vontade da minoria não prevaleça”, declarou.

Depois disso, Lulu cantou “Como uma onda” e foi embora. Vários vídeos gravados mostraram personalidades dando apoio ao manifesto.

Da cidade de Macaé, importante pólo produtor de petróleo do estado, vieram 122 ônibus para a passeata “Contra a injustiça – Em defesa do Rio”. Rita de Cássia, moradora da cidade, veio num comboio de 27 veículos pela manhã e conversou com o SRZD sobre a importância de estar presente no evento.

“Saímos às 6h30. Acho importante participar do movimento, por isso, vim aqui lutar”, disse. Todos os macaenses estavam com blusas representando o município. Houve distribuição de camisas com a marca do evento ao público, reunido para protestar contra a medida de redistribuição dos royalties do petróleo, medida aprovada pelo Senado.

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