Bento XVI, minha homenagem.

Bento XVI, minha homenagem.

Bento XVI, minha homenagem.

Em nome dos meus eleitores, em especial, dos católicos da minha querida Nilópolis e da Baixada Fluminense, quero deixar registrada nos Anais desta Casa do Povo, a nossa expressão de simpatia, homenagens e afeto ao Papa Bento XVI, pelo sagrado e dedicado trabalho que ele realizou em favor da Igreja, do povo do mundo todo e do Evangelho de Jesus Cristo.
Confesso que fiquei um tanto aturdido – surpreso – com a notícia da decisão dele de renunciar ao Pontificado e me perguntei, como de resto, gente de todo o mundo, católicos ou não, deve ter se perguntado:

“o que levou o Papa à decisão de renunciar à tão nobre missão de levar até o fim da própria vida o trabalho de conduzir a Igreja? O que fez com que ele, mesmo consciente da gravidade e da novidade da decisão, insistisse em adotá-la?”

Ontem, Deus respondeu à minha dúvida com as cenas que assisti e com o Sermão que ouvi na despedida do Bento XVI. A mensagem oferecida pelas imagens de uma multidão de fiéis em silêncio a ouvir as palavras do Santo Padre foi clara, claríssima! A renúncia colocou a Amada Igreja Católica e o mundo todo em reflexão profunda tendo Cristo como alvo do pensamento, num momento em que o mundo todo está a precisar Dele.

“Amar a Igreja”, disse o Papa no sermão de despedida, “significa também ter a coragem de tomar decisões difíceis, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio”.

Eis aí o significado maior do Sacerdócio, que deveria estar presente também nas funções públicas, na vida daqueles que dedicam o seu tempo ao trabalho em favor do povo.

Parei para pensar. No mundo todo, a política está em xeque, porque há algum tempo perdeu o sabor do Sacerdócio, pela ação egoísta daqueles que exercem esta nobre função de servir, não em nome ou por atribuição do povo, mas na linha do interesse próprio.

Com os olhos nas imagens da Praça de São Pedro e os ouvidos ligados nas palavras que de lá vieram, percorri em memória os muitos anos que estou nesta Casa e as muitas experiências que tenho vivido aqui e nas minhas relações com o povo que me trouxe até aqui.

Não pode haver dúvida da presença de Deus na decisão do Santo Padre e na força do significado de suas palavras de alerta e consolo, principalmente, quando ele afirmou:

“Eu me senti como São Pedro e os apóstolos no Mar da Galileia. O Senhor nos deu muitos dias de sol e brisa leve, em que a pesca foi abundante. E momentos de mares turbulentos e ventos contrários, como em toda a História da Igreja, em que o Senhor parecia dormir. Mas, eu sempre soube que naquele barco estava o Senhor e que o barco não era meu, nem de vocês, mas Dele, que não o deixa naufragar. É Ele que o conduz certamente através também dos homens que escolhe, porque os quer. Esta foi e é uma certeza que nada pode ofuscar”.

Muito obrigado.

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