Avanço da violência compromete futuro do país

A violência está comprometendo o futuro de nosso país. Isto é uma grande verdade, e gravíssima!”. Foi com estas palavras que o deputado Simão Sessim (PP-RJ), segundo-secretário da mesa diretora da Câmara, reagiu à notícia do avanço na violência no Brasil.

O mapa da violência no Brasil é um estudo realizado desde 1998 pelo sociólogo, Júlio Jacobo Weiselfisz com base em dados do Sistema Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.

Simão Sessim aproveitou o momento de revolta com os números da violência no Brasil para elogiar a campanha “Jovem Negro Vivo”. Ela foi lançada no domingo pela Anistia Internacional e tem como objetivo mobilizar a sociedade brasileira para romper a indiferença, com que o alto índice de homicídios de jovens negros é tratado no nosso País.

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O segundo-secretário citou, no Plenário da Câmara, as palavras do Assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional e, um dos coordenadores da campanha, Alexandre Ciconello, que não tem dúvidas: a impunidade para tamanha barbárie existe por conta do racismo, segundo ele, ainda latente na sociedade atual.

O Deputado também cobrou medidas para mudar esta realidade. “Não podemos, em hipótese alguma, esquecer que os jovens têm direito a uma vida livre de violência e preconceitos. Precisamos, sim, brigar por isso, exigindo políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, cultura, mobilidade urbana entre medidas capazes de contribuir para transformar esta triste e decepcionante realidade”, disse o parlamentar.

Para reforçar a indignação com a situação que o país vive, o segundo-secretário, reproduziu a reação do comandante interino da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Ibis Silva, publicada no Jornal O Dia no último domingo (9), possivelmente, segundo o deputado, uma das mais sensatas já publicadas num veículo de comunicação de massa deste País.

A polícia tem que garantir a dignidade humana e isso não combina com auto de resistência elevado. Hoje a polícia mata cinco pessoas por dia no país. Ele morre e mata muito. É um ciclo perverso de brutalidade. Temos que mudar isso. A violência está comprometendo o futuro. Cerca de 70% dos homicídios são de jovens negros, pobres e moradores de periferia. Isso é barbárie”, disse o coronel Ibis Silva.

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