Aqui é proibido adoecer

É preciso urgentemente achar soluções para solucionar a falta de UTIs na baixada.

Todos os dias a população da baixada vive a angústia de buscar vagas nas Unidades de Atendimento Intensivo (UTIs) dos hospitais públicos, porque a carência de leitos é uma verdade incontestável.

A Baixada conta com 25 leitos de UTI para atender ou, pelo menos tranquilizar, quatro milhões de pessoas. Uma conta que resulta na existência de um leito para cada grupo de 160 mil habitantes.

Quem, na baixada, precise de UTI é quase sempre removido para a Cidade do Rio de Janeiro e lá, pena de porta em porta nos hospitais públicos à busca de socorro. Isso, quando não morre na Avenida Brasil ou na Linha Vermelha, em razão da distância e dos constantes congestionamentos.

É verdade que para evitar a peregrinação existe a Central de Regulação, mas, quando a relação entre a necessidade de leitos e a existência deles é grande, ela pouco ou nada pode fazer. E, a repetida falta de solução para a demanda provoca descrédito e aumenta o desespero.

A falta de UTI é uma sentença de morte para quem delas tem necessidade. Para pacientes de todas as idades com perigo iminente de morte, mas com chances reais de sobrevivência se monitorados corretamente até o momento em que se criem as condições ideais para tratamento da doença original.

Este é um tema que precisa ocupar, com absoluta prioridade, a pauta de trabalho dos governos. É preciso, urgentemente, encontrar soluções.

Um caminho seria a construção de um hospital completo e regional na Baixada Fluminense, que comporte estruturas de atendimento intensivo, inclusive para neonatal. Esta é uma medida que eu defendo e cobro há muitos anos ao lado da sugestão de ampliar os hospitais municipais da baixada fluminense para dotá-los de Unidades de Atendimento Intensivo.     As prefeituras da baixada compreendem a necessidade, mas não têm recursos financeiros para, por conta própria, operarem a expansão. Elas precisam do apoio do Governo do Estado ou do Governo Federal, pelo menos até que uma reforma tributária devolva-lhes a autonomia financeira que está quase completamente centralizada na União.

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