“Apagão de mão de obra qualificada?”

O professor Naércio Menezes Filho, num artigo publicado pelo Valor Econômico, estabelece, com dados, a relação entre salários, cultura e formação.

Pela foto, Naércio Menezes Filho me pareceu muito jovem, mesmo assim ele tem graduação em Economia pela Universidade de São Paulo, mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Economia pela University College London. Além disso, é professor titular do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa; Coordenador do Centro de Políticas Públicas e professor Associado da Universidade de São Paulo. O professor Naércio escreve regularmente no jornal Valor Econômico e publicou na edição de sexta-feira um artigo que inicialmente me chamou a atenção pelo título: “Apagão de mão de obra qualificada”.

Com dados precisos, o professor afirma:

“O preço relativo da educação é dado pelo diferencial de salário que as pessoas mais educadas recebem no mercado de trabalho. Assim, se a demanda por um grupo educacional estiver crescendo a um ritmo superior à sua oferta, o diferencial de salário dos trabalhadores desse grupo, com relação ao nível imediatamente abaixo, também deve crescer”

Os dados demonstram, no primeiro instante da argumentação, que tanto maior o número de profissionais qualificados, tanto menores serão os salários recebidos pelo grupo, uma situação que obedece a lei econômica da oferta e procura.

Contudo, uma vez no novo patamar, o profissional descobre que pode, com mais formação, atingir um nível salarial maior e, em cadeia, segue do curso superior para o mestrado, daí para o doutorado e assim por diante. “Quem fica mais tempo na escola aumenta sua produtividade, vive mais, vota melhor e cuida do ambiente”, diz o professor Naércio.

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