A Estátua de Bellini

O Ancelmo Góis nos fez voltar no tempo, para rever, na memória, o futebol-arte.

“De encontro entre os torcedores que frequentam o Maracanã, a estátua do Bellini, como é conhecido o monumento na entrada do estádio que oficialmente nem tem este nome, acredite, está desde junho de 2008 sem a placa com os nomes dos jogadores da nossa seleção de 58, a primeira campeã. A secretária do Esporte, Márcia Lins, que  cuida do estádio, diz que  ao tomar conhecimento do roubo  da homenagem, uma “ação de vândalos”, informou a Secretaria de Conservação, criada este ano, e que cuida da área externa do Maracanã.

Ontem, o secretário Carlos Roberto Osório prometeu que em 30 dias a placa estará de volta ao seu lugar. Agora é torcer, é cobrar.”

Coluna do Alcelmo Gois  -O GLOBO -14.09.10


Ancelmo Góis publicou esta nota sobre o desaparecimento da placa que estava colocada aos pés da estátua de Bellini, localizada no Maracanã.

A obra contém uma história interessante do amor e do carinho que o empresário Abraham Medina teve pela Cidade do Rio de Janeiro.

A estátua foi uma homenagem que ele prestou à Seleção de 1958, que conquistou a primeira Copa do Mundo para o Brasil e ao povo do Rio de Janeiro, naquele momento, Capital do País que deixava clara a sua disposição de ser confirmado como o País do Futebol.

Bellini foi capitão do time, uma equipe que contou com a estréia de Pelé, então com 16 ou 17 anos, com o futebol arte de Garrincha, Didi, Zagallo, Vavá, Gilmar, Mazzola e Zózimo, entre outros maravilhosos jogadores, que o mundo reconheceu como craques.

A nota do Ancelmo me fez voltar no tempo. Quando o Brasil se sagrou campeão, eu estava com 23 anos de idade e como sempre gostei de futebol, naqueles dias, parei tudo o que estava a fazer, para torcer pelo Brasil.

O povo brasileiro vibrou em cada jogo e o mundo ficou estupefato com as jogadas que o time brasileiro desenvolvia em campo. Desde o primeiro jogo, ficou evidente a possibilidade absoluta de o Brasil ser campeão.

Apesar da sua superioridade, o time entrou em campo com humildade, jogou cada jogo como se fosse o jogo da decisão. E com humildade, muita alegria, disposição, nós avançamos em direção ao título, jogo a jogo.

Hoje, olho para o futebol praticado por aquele time e verifico que perdemos muito do futebol-arte, da magia que nos fazia contrariar até as leis da física, para, focados, colocarmos a bola na rede.

Valeu, Ancelmo, pela oportunidade de nos fazer voltar no tempo para lembrar do surgimento do futebol-arte, mas para também recordar que houve entre os cariocas, um brilhante empresário, que não pensava duas vezes, quando o Rio de Janeiro era o tema.

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